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Bispo de Coimbra manifesta “gratidão pessoal” aos profissionais de saúde

06 jan, 2021 - 14:53 • Olímpia Mairos

D. Virgílio Antunes considera que ao longo destes meses de pandemia a vida não tem sido fácil para ninguém, mas entende que a vida dos “profissionais de saúde, por estarem na linha da frente e, por isso, num contacto direto e contínuo com os doentes, com o seu sofrimento, com a falta de esperança e até com a morte”, torna os seus dias “mais duros” e a “situação mais dramática”.

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O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, enviou uma carta aos profissionais de saúde que exercem funções na área da diocese, através da qual manifesta solidariedade e “gratidão pessoal” pelo trabalho realizado no combate à pandemia causada pela Covid-19.

“Não possuo nenhum título especial que me permita vir ao vosso encontro, assim, de forma inesperada, numa altura em que tendes recebido, porventura, tantas palavras e sinais de apoio, pois a comunidade sente a importância do vosso trabalho e a dedicação das vossas pessoas”, começa por escrever D. Virgílio.

O bispo de Coimbra ousa, no entanto, unir-se a “tantas outras vozes” para manifestar a sua “gratidão pessoal”, que é “engrandecida pela alargada gratidão dos silêncios anónimos, mas sentidos”, daqueles que se “identificam com a instituição” que representa, a Igreja na Diocese de Coimbra.

Na mensagem enviada à Renascença, o responsável pela Diocese de Coimbra, nota que “ao longo destes meses de pandemia, a vida não tem sido fácil para ninguém”.

“Instalaram-se muitos medos, houve abundantes lutos feitos e por fazer, a solidão marcou a realidade de muitos idosos e doentes, as apreensões relativas ao emprego e ao salário cresceram, as situações de pobreza material e espiritual são uma realidade preocupante e que deixarão marcas por muito tempo”, alerta o prelado.

D. Virgílio Antunes considera que as “situações são todas graves e difíceis”, mas entende que a dos “profissionais de saúde, por estarem na linha da frente e, por isso, num contacto direto e contínuo com os doentes, com o seu sofrimento, com a falta de esperança e até com a morte”, torna os seus s dias “mais duros” e a “situação mais dramática”.

“Sabemos que, se é difícil sair de casa para ir trabalhar nos hospitais e noutros centros de saúde, é frequentemente mais penoso voltar a casa e ao contacto com a família, na incerteza acerca da possibilidade de transmitir a doença aos que mais se ama”, escreve o bispo de Coimbra.

A concluir a mensagem, D. Virgílio deixa uma “saudação fraterna e amiga, extensiva aos vossos familiares”, com o desejo de ver “ultrapassados estes tempos de trevas, em que ainda vivemos”, assegurando aos profissionais de saúde a sua “mais profunda solidariedade humana e espiritual”.

A carta do bispo de Coimbra foi dirigida a médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde de todos os hospitais e centros de saúde da área da diocese, tutelados pela Administração Regional de Saúde do Centro e da Delegação Regional do Centro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

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