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Bloco e PSD criticam encerramento da refinaria da Galp em Matosinhos

04 jan, 2021 - 21:45 • com Lusa

O espaço que é explorado atualmente pela Petrogal deverá tornar-se um parque logístico ainda este ano.

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O Bloco de Esquerda e o PSD criticam o encerramento da refinaria da Galp em Matosinhos, que foi anunciada esta segunda-feira.

Segundo o Jornal de Notícias, a refinaria em Leça da Palmeira vai ser transformada ainda este ano num parque logístico.

O deputado do Bloco de Esquerda (BE) José Soeiro disse hoje que encerrar a Galp de Matosinhos, no distrito do Porto, é uma “decisão completamente selvagem”, sobretudo pelo “impacto brutal” que terá na vida dos trabalhadores.

“O que está em curso [fecho da refinaria] é uma decisão completamente selvagem da administração da Petrogal quer no método, na medida em que os trabalhadores não foram minimamente envolvidos na discussão, quer nas consequências, nomeadamente no despedimento de 500 trabalhadores e 1.000 prestadores de serviço”, afirmou.

O bloquista falava à Lusa no seguimento de uma reunião com a Comissão de Trabalhadores da Petrogal.

Para o parlamentar, esta decisão não tem efeito nenhum do ponto de vista das reduções das emissões de dióxido de carbono porque o encerramento da refinaria não significa que Portugal vá deixar de consumir os produtos lá produzidos, dado que não há nenhum plano sobre alterações de padrões de consumo.

O que este fecho vai provocar é o aumento do desemprego, uma maior dependência externa e uma desindustrialização a Norte, ressalvou.

Também o PSD/Porto apelou a um “relacionamento permanente e profícuo” entre a Galp e os sindicatos, depois de a empresa anunciar o encerramento da refinaria de Matosinhos, no distrito do Porto.

“Apelamos a que haja um relacionamento permanente e profícuo entre a empresa [Galp] e os sindicatos e que naquele que for o âmbito de intervenção do Governo, os assuntos sejam objeto de uma negociação séria e responsável”, sublinharam, em comunicado conjunto, a distrital do Porto e a concelhia de Matosinhos do PSD e a distrital dos Trabalhadores Social-Democratas.

Esta posição surgiu depois de estas três estruturas terem reunido com representantes dos sindicatos que acompanham a situação laboral na refinaria.

Depois desta, os sociais-democratas falam numa “enorme incerteza e falta de informação” sobre o futuro projeto empresarial, se é que irá haver e qual será, o que aporta uma “carga de enorme angústia e ansiedade” para centenas de trabalhadores da região que, direta ou indiretamente, têm o seu posto de trabalho afeto à refinaria.

Perante esta inevitabilidade do encerramento, os trabalhadores irão ter de enfrentar o desemprego e, por consequência, dificuldades em garantir o sustento das suas famílias, sublinhou.

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