Tempo
|
A+ / A-

Trabalhadores de serviços de apoio hospitalar em greve por dois dias

14 dez, 2020 - 07:50 • Lusa

Está prevista uma "concentração simbólica" frente à Assembleia da República, pelas 11h00, com cerca de 50 trabalhadores, para "sensibilizar os deputados".

A+ / A-

Os trabalhadores da restauração e serviços de apoio aos hospitais cumprem esta segunda-feira o primeiro de dois dias greve para reivindicar melhores salários e compensações pelo esforço no período da pandemia.

A greve, marcada pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), afeta à CGTP, é acompanhada de uma "concentração simbólica" frente à Assembleia da República, pelas 11h00, com cerca de 50 trabalhadores, para "sensibilizar os deputados", aos quais a federação quer entregar uma moção, para a situação dos trabalhadores do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH).

Aos deputados e ao Governo estes trabalhadores exigem ser incluídos na compensação prevista para os profissionais de saúde que estiveram na linha da frente no combate à pandemia de Covid-19.

Entre as reivindicações dos trabalhadores junto da empresa estão aumentos salariais, redução do horário de trabalho para 35 horas semanais, melhorias do pagamento do subsídio de risco e do pagamento do trabalho ao fim de semana, atualização do subsídio de alimentação, reforço dos quadros de pessoal e fim de ritmos de trabalho intensos, entre outros.

A FESAHT acusa o SUCH de ter recusado negociar "aumentos salariais dignos" e melhorias das condições laborais ao abrigo do Acordo de Empresa dos trabalhadores que ganham maioritariamente o salário mínimo nacional e que asseguram serviços de alimentação de médicos, enfermeiros, funcionários e doentes nos hospitais, mas também de limpeza, manutenção ou lavandaria.

"Os trabalhadores do SUCH são equiparados aos trabalhadores da saúde para cumprimento de deveres, mas não são equiparados aos trabalhadores da saúde para beneficiar de direitos. Os trabalhadores estão confrontados, neste período, com despedimentos, regimes de 12 horas diárias, adiamento das férias, recusa de dispensa ao trabalho para assistência aos filhos, falta de pessoal e rimos de trabalho intensos, falta de equipamentos de proteção individual e coletiva, falta de testes de despistagem da Covid-19, etc", criticou a federação sindical em comunicado divulgado na sexta-feira.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+