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Presidenciais

“Decisão é minha”, mas está para breve, avisa Marcelo

01 dez, 2020 - 11:00 • Eunice Lourenço , Paula Caeiro Varela

Anúncio da recandidatura vai esperar pela última intervenção sobre estado de emergência, mas Presidente reconhece que já está a receber assinaturas

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A decisão sobre a recandidatura a Presidente da República “está próxima”, promete Marcelo Rebelo de Sousa, mas vai esperar por aquela que deverá ser a última intervenção como chefe de Estado no âmbito da emergência.

“Tenho recebido várias pressões de diversa natureza e nas últimas semanas mesmo quem envie assinaturas, recolha assinaturas, envie cartas, mas a decisão é minha”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta a uma pergunta da Renascença.

O Presidente reconhece assim que já está em curso o processo de recolha de assinaturas, necessário para a formalização da recandidatura, como avançou a Renascença.

“A decisão obedece a um objetivo que é esperar pelo momento em que ainda devo intervir como Presidente da República no quadro do estado de emergência. Só depois disso é que sinto que devo tomar a decisão e comunicá-la aos portugueses”, justificou o Presidente nas declarações que fez à margem das cerimónias do Dia da Restauração da Independência. “Mas está próximo, está próximo”, acrescentou

Marcelo fará uma nova comunicação ao país na próxima sexta-feira, depois de o Parlamento aprovar uma nova renovação do estado de emergência. Este novo decreto, embora ainda não abranja formalmente o período de Natal e Ano Novo, apontará no seu preambulo já para uma renovação para essas semanas, pelo que a comunicação de dia 4 pode “resolver” já a renovação seguinte, que entrará em vigor no dia de Natal.

O atual decreto está em vigor até dia 8. O seguinte vai vigorar até dia 24. E o seguinte irá de 25 de dezembro a 9 de janeiro. A declaração de Marcelo desta terça-feira parece indiciar que espera que seja a última renovação, o que fará com que o período oficial de campanha eleitoral para as presidenciais já possa decorrer sem o país em estado de emergência.

As eleições presidenciais estão marcadas 24 de janeiro. A formalização das candidaturas tem de ser feita até um mês antes e implica a entrega de um mínimo de 7500 assinaturas devidamente autenticadas.

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