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Pandemia de Covid-19

Restrições na Alemanha “impediram” crescimento exponencial do vírus

16 nov, 2020 - 21:05 • Lusa

“Ainda nos resta um longo caminho a percorrer, mas a boa notícia é que conseguimos parar o crescimento exponencial” do vírus, congratulou-se Angela Merkel esta segunda-feira.

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A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu esta segunda-feira que as restrições impostas na Alemanha permitiram conter a propagação de novas infeções de Covid-19 e apelou à população para reduzir ainda mais os contactos ao mínimo.

“Ainda nos resta um longo caminho a percorrer, mas a boa notícia é que conseguimos parar o crescimento exponencial” do vírus, congratulou-se Merkel numa conferência de imprensa realizada após uma reunião com os líderes dos governos regionais.

Hoje de manhã, as autoridades de saúde alemãs indicaram ter registado nas últimas 24 horas 10.824 novas infeções pelo novo coronavírus, cerca de 6.100 a menos do que no domingo e longe do máximo de 23.542 atingido na sexta-feira.

Na segunda-feira da semana passada, o número de novas infeções era de 13.363, cerca de 2.500 a mais do que hoje.

Segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI) atualizados na última meia-noite, os positivos registados desde que foi anunciado o primeiro contágio no país, no final de janeiro, chegam a 801.327, com 12.547 mortes, mais 62 em 24 horas.

No conjunto da Alemanha, a incidência cumulativa nos últimos sete dias é de 143,3 casos por 100.000 habitantes.

O número de pacientes com Covid-19 em unidades de terapia intensiva no domingo era de 3.385, dos quais 1.923 recebem ventilação assistida, segundo dados da Associação Interdisciplinar Alemã de Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (DIVI).

Há um mês, a 15 de outubro, o número de pacientes nos cuidados intensivos era de 655.

Atualmente, 21.229 camas de cuidados intensivos estão ocupadas e 6.899 estão livres.

O fator de contágio (R) que considera as infeções em um intervalo de sete dias em relação aos sete anteriores, e que reflete a evolução das infeções de 8 a 16 dias atrás, está fixado em 1,03, o que implica que cada pessoa infetada contamina outra pessoa, em média.

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