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Obras no terminal. Seixal pede suspensão dos trabalhos e acusa Governo de “criar riscos desnecessários”

26 out, 2020 - 13:13 • Marta Grosso

A ligação fluvial entre o Seixal e Lisboa está por 45 dias, devido a obras de melhoramento. O transporte será feito de autocarro até ao terminal de Almada.

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O presidente da Câmara Municipal do Seixal concretizou a ameaça e foi nesta segunda-feira ao Ministério do Ambiente pedir a suspensão das obras do cais fluvial da Transtejo, que todos os dias serve mais de dois mil passageiros.

Joaquim Santos fala em “riscos desnecessários” em tempo de pandemia.

“Esta suposta solução da Transtejo, de colocar autocarros para Cacilhas é, em termos de pandemia, mais um erro que o Governo comete”, acusa. O autarca critica “mais pessoas em autocarros” ou “em barcos para Cacilhas ou mesmo em comboios da Fertagus”, as alternativas no Seixal para chegar a Lisboa.

“Estão a ser criados riscos desnecessários, na nossa opinião, quando se poderia continuar a fazer o serviço”, defende.

Por isso, depois de o terminal fluvial ter sido fechado para obras, o autarca pôr-se a caminho do Ministério do Ambiente.

A notícia das obras chegou na quinta-feira, através de um comunicado da Transtejo, segundo o qual a ligação fluvial entre o Seixal e Lisboa seria suspensa a partir de dia 26, por 45 dias, devido a obras de melhoramento.

“O transporte fluvial de passageiros do Seixal-Cais do Sodré-Seixal é alterado por necessidade de intervenção marítima no Terminal Fluvial do Seixal”, anunciou a empresa, garantindo um “serviço especial de transporte em autocarro” entre o terminal do Seixal e o de Cacilhas, em Almada.

Segundo a nota, a obra abrange uma área total de 450 metros quadrados, o que “não é compatível com a operação fluvial, pelo que a empresa é forçada a suspender a atracação”.

O título de transporte da ligação do Seixal passa a estar válido na ligação rodoviária e em todos os terminais fluviais da Transtejo (Almada e Montijo) e da Soflusa (Barreiro), no distrito de Setúbal.

Segundo a Transtejo, as obras representam um investimento de 425 mil euros e incluem dragagem, colocação de novas estacas e a substituição do pontão de embarque e desembarque para “garantir a continuidade e melhoria de prestação do serviço público de transporte fluvial de passageiros”.

A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.

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