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Miranda do Douro

Papa Francisco saúda monjas “corajosas” que vão fundar mosteiro em Palaçoulo

14 out, 2020 - 11:22 • Olímpia Mairos

As primeiras monjas chegam na próxima semana. Em novembro deve iniciar-se a vida monástica no Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja.

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O Papa Francisco saudou esta quarta-feira as monjas trapistas de Vitorchiano, de partida para Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro.

É ali, no lugar do Alacão, que está a ser edificado o Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja, para 40 Monjas, e que será orientado para a contemplação e culto divino e segundo a regra de São Bento.

“Saúdo as monjas trapistas de Vitorchiano, de partida para Portugal. Corajosas, vão fundar um mosteiro em Portugal”, disse Francisco, no final da audiência pública semanal que decorreu no Auditório Paulo VI.

O Papa pediu, depois, aos presentes na audiência, orações “para que tenham vocações, como agora, que têm muitas”.

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Para o bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, “a presença das 10 Monjas de Santa Maria, Mãe da Igreja, de Palaçoulo com a Abadessa do Mosteiro-Mãe de Vitorchiano na audiência geral, com o Papa Francisco desta manhã, é um dom da Graça”.

“A Bênção e as palavras do Santo Padre são sinais para a Missão em Portugal”, afirma em declarações à Renascença o bispo de Bragança-Miranda.

D. José Cordeiro manifesta “uma enorme alegria e responsabilidade” por serem “hospitaleiros e hóspedes” de tão “precioso dom da Graça para Portugal”.

No início da próxima semana devem chegar duas monjas a Palaçoulo, a que se deveram juntar mais duas no final do mês, prevendo-se que até finais de novembro esteja completa a comunidade de 10 monjas e se inicie a vida monástica, numa primeira fase, na hospedaria ou casa de acolhimento.

O Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja surge do Mosteiro de Vitorchiano, Itália, que pertence à Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO) também conhecida como “Trapista”, fundada em 1098. É um Instituto de Vida Consagrada de Direito Pontifício.

Aquando da bênção do início das obras da hospedaria ou casa de acolhimento, como é designada em Portugal, para ir ao encontro da legislação portuguesa, D. José Cordeiro, bispo da Diocese de Bragança-Miranda, referiu-se ao mosteiro como “um sonho de Deus”.

“É o tal sonho de Deus que se torna realidade e aqui, em Palaçoulo, é uma carícia de Deus”, afirmou na altura o bispo de Bragança-Miranda, explicando que a construção do mosteiro na sua diocese “é uma questão de atualidade, porque hoje há cada vez mais pessoas a procurar o silêncio, na busca de uma espiritualidade autêntica e profunda. E no alinhamento da regra de S. Bento, este mosteiro trapista constitui um valor acrescentado”.

Um sonho que “começa a tornar-se realidade, pela graça de Deus e pela boa vontade de tanta gente que, como nós, creem nesta experiência, nesta aventura”, falou também a madre Guisy, superiora nomeada para o novo mosteiro.

A diocese de Bragança-Miranda começou com um mosteiro beneditino, em Castro de Avelãs. Agora, 475 anos depois, volta a ter um mosteiro também segundo a regra de São Bento.

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