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Covid-19: Cemitérios de Braga sem romagens ou celebrações a 1 e 2 de novembro

13 out, 2020 - 18:28

"Não poderemos ter a multidão de pessoas nos nossos cemitérios" por ocasião da celebração dos Todos os Santos e Fiéis Defuntos, afirma o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga.

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O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, anunciou esta terça-feira que, nos dias 1 e 2 de novembro, não serão permitidas romagens e procissões aos cemitérios nem celebrações comunitárias nesses espaços por causa da pandemia de covid-19.

Em mensagem publicada na página da arquidiocese, D. Jorge Ortiga pede às autarquias que os cemitérios “não sejam totalmente fechados” nesses dias, mas que se mantenha “alguma vigilância para impedir concentrações”

“Não se pode ter a multidão de pessoas nos nossos cemitérios nos dia 1 e 2 de novembro”, acrescenta.

O arcebispo refere que as celebrações comunitárias nos cemitérios ficam canceladas este ano, mas exorta os sacerdotes a passarem por lá, “sem avisos prévios, para que, pessoalmente e como pastores das comunidades, rezem por todas as pessoas falecidas”.

Da mesma forma, pede que também as pessoas o façam individualmente, desde que autorizadas pelas autoridades civis.

Defende que todo o mês de novembro, em forma individual ou familiar, deveria ser aproveitado para frequentes visitas aos cemitérios, sem nunca cair em aglomerados.

Para o arcebispo de Braga, a ligação aos mortos deve passar pela oração, pelas esmolas e por todas as experiências de caridade.

“Tudo isto vale muito mais que todas as flores, círios ou sepulturas ornamentadas” (…). As flores são importantes como sinal de amor mas podem valer muito pouco quando ficamos apenas nisso e nos gastos talvez exagerados”, refere.

Diz ainda que o aglomerado de familiares à volta das sepulturas “deve ser substituído pela revitalização de coisas já esquecidas e por novos hábitos que sublinhem as verdades em que acreditamos”.

Quanto às celebrações nas igrejas, D. Jorge Ortiga aconselha a que sejam realizadas tendo em consideração a capacidade dos espaços e o cumprimento “escrupuloso” das orientações da Direção-Geral da Saúde.

“Os párocos ajuizarão da necessidade ou da conveniência de multiplicar o número das celebrações (eucaristias, vésperas ou celebrações da palavra)”, sugere.

A medida é anunciada numa altura em que Portugal enfrenta uma nova vaga da pandemia e em que a região Norte liderada o aumento do número de novos casos.

Na segunda-feira, os bispos da Igreja Católica em Portugal pediram que nos próximos dias 1 e 2 de novembro, respetivamente dia de Todos os Santos e dia dos Fiéis Defuntos, as autoridades mantenham os cemitérios abertos para que as pessoas possam cumprir a tradição de ir homenagear os seus familiares que já morreram.

Numa nota pastoral emitida no seguimento da reunião do Conselho Permanente da CEP, que se realizou esta segunda-feira em Fátima, os bispos reconhecem os constrangimentos provocados pela pandemia, mas avisam que o luto mal resolvido pode matar tanto como a Covid.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e oitenta e um mil mortos e mais de 37,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.110 pessoas dos 89.121 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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