Tempo
|
A+ / A-

Monarquia

Após batalha legal de sete anos, filha ilegítima de Alberto II passa a ser princesa da Bélgica

02 out, 2020 - 00:07 • Lusa

Os filhos de Delphine Boël também se tornam princesa e príncipe dos belgas e serão designados "Sua Alteza Real".

A+ / A-

A artista Delphine Boël, nascida de uma relação extraconjugal do rei emérito da Bélgica, Alberto II, foi esta quinta-feira oficialmente designada princesa, após uma decisão do tribunal de Bruxelas que analisou o processo de reconhecimento da paternidade do monarca.

Sete anos após Boël ter iniciado o primeiro processo de reconhecimento de paternidade, em 2013, a artista vai agora mudar o seu nome para o do seu pai, Alberto II, para Saxónia-Coburgo-Gotha, informou a emissora pública belga RTBF.

Os filhos de Delphine Boël, Josefina e Oscar, também se tornam princesa e príncipe dos belgas e serão designados "Sua Alteza Real".

Em declarações recolhidas pela agência belga, o advogado da artista, Marc Uyttendaele, disse que a sentença dá à sua cliente "plena satisfação" e aplaudiu o facto de as suas exigências para ser tratada "em pé de igualdade com os seus irmãos e irmãs" terem sido satisfeitas.

"Ela está satisfeita com esta decisão que põe fim a um longo e doloroso processo para ela e para a sua família. Uma vitória legal nunca irá substituir o amor de um pai, mas oferece um sentido de justiça", acrescentou o advogado.

A existência de Boël, de 52 anos, tornou-se do conhecimento público em 1999, na sequência da publicação de uma biografia não autorizada da rainha Paola.

Em maio de 2019, o Tribunal de Recurso em Bruxelas ordenou ao antigo monarca, de 86 anos, que fizesse um teste de ADN para comparar a informação genética com a da sua alegada filha.

Alberto II confirmou em 27 de janeiro que os resultados do teste de ADN a que foi submetido, por ordem do tribunal, mostraram que ele é o pai biológico da artista.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.