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Marcelo defende que é urgente reformar sistemas político, económico e social "gastos"

16 set, 2020 - 18:41 • Lusa

Sistemas económico, social e político foram "lentos em apreender o que foi mas já não é nem realidade externa nem realidade interna, e enquistados nos seus umbigos autorreferenciais".

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O Presidente da República defendeu esta quarta-feira que é urgente reformar os sistemas político, económico e social, que no seu entender estão "gastos" e "lentos" face às mudanças, "enquistados nos seus umbigos autorreferenciais".

"Necessitamos de dar uma vida nova a sistemas económico, social e político gastos, lentos em apreender o que foi mas já não é nem realidade externa nem realidade interna, e enquistados nos seus umbigos autorreferenciais. Tenho vindo há anos a prevenir para o vazio que deixam e, como tudo na vida, outros se encarregarão de tentar preencher", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta mensagem na abertura solene do ano letivo 2020/2021 do Instituto Universitário Militar, em Lisboa, a propósito dos efeitos da pandemia de covid-19, e insistiu na necessidade de reforçar a coesão social no atual contexto.

A meio do seu discurso, de cerca de meia hora, o chefe de Estado começou por falar em termos gerais sobre a forma como, no seu entender, a pandemia está "a acelerar reflexões e sobretudo ações", incluindo "na urgente e cronicamente atrasada reforma dos sistemas políticos económicos e sociais".

Segundo o Presidente da República, verifica-se uma "incapacidade dos sistemas políticos, incluindo órgãos dos poderes políticos, sistemas partidários e parceiros económicos e sociais, de acompanharem a natureza e o ritmo das mutações em curso".

"Neste quadro, a educação, toda ela, e o ensino superior, em especial, sofrerão inevitáveis alterações, e o que parecia pioneiro há uma dúzia de anos rapidamente passou ou vai passar a obsoleto", anteviu.

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, "a crise económica e social que já se iniciou, bem diferente das anteriores", suscita também "questões graves de coesão social etária, funcional e territorial indisfarçáveis para os sistemas sociais de saúde e segurança social, que vivem tantas das vezes paredes meias quase se ignorando".

Falando em concreto sobre o caso português, o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas apontou como "desígnio nacional" o papel de "plataforma singular entre culturas, civilizações, oceanos e continentes".

"Para tanto, precisamos de mais saber e de maior coesão social, de maior aposta nas avenidas da inovação e da criatividade, na ciência, na tecnologia, na natureza, no digital, no humano", acrescentou.

"Para tanto, necessitamos de dar uma vida nova a sistemas económico, social e político gastos, lentos", prosseguiu Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que "esses sistemas podem ainda e devem ainda aprender com as Forças Armadas e o universo militar", por exemplo, "na disponibilidade integral para servir desinteressada e abnegadamente".

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