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Cronologia

Acidentes ferroviários em Portugal. Em 20 anos foram 34 e provocaram 36 mortos

31 jul, 2020 - 19:00 • Redação

Na velha Linha do Tua, um relatório de 2001 alertava para os problemas de segurança. Entre 2007 e 2008, registaram-se lá dois acidentes graves, com desabamentos sobre a via férrea e carruagens a cair no rio Douro. Ao todo, quatro mortes, 37 feridos. Recorde aqui os restantes acidentes.

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Entre descarrilamentos como o desta sexta-feira, envolvendo um Alfa Pendular e que provocou duas mortes, e colisões de comboios com veículos, já houve 34 acidentes nas linhas ferroviárias em Portugal desde o início do século.

A maioria aconteceu na Linha do Tua, entretanto desativada, e na Linha da Beira Alta – aqui envolvendo maioritariamente transporte de mercadorias.

Os dois acidentes mais sangrentos foram o desastre ferroviário da Lousã, em 2002, e uma colisão na Linha do Douro, em 2009, que em conjunto vitimaram 10 pessoas.

2000

Virado o século, em 2000 o mês de dezembro registou três acidentes que foram notícia. Logo a 1 de dezembro, na Linha do Douro, um comboio que partiu do Porto com destino à Régua descarrilou junto ao apeadeiro da freguesia de Barqueiros, distrito de Vila Real, não provocando feridos ou mortos.

Morte, naquele feriado do 1.º de dezembro, há a registar a do condutor de um veículo colhido pelo comboio numa passagem de nível perto do Apeadeiro de Fazenda, na Linha do Leste.

Mais tarde, a 11 de dezembro, num acidente que ficou na história como o “Desastre Ferroviário de Ermida”, um comboio descarrilou junto à freguesia de Santa Marinha do Zêzere (concelho de Baião) após embater numa pedra, caindo parcialmente para o Rio Douro. O maquinista perdeu a vida e sete pessoas ficaram feridas.

2002

Num mesmo dia, a 4 de abril, ocorreram dois acidentes envolvendo automotoras. O primeiro, aquando do colhimento de um automóvel, em Casal dos Rios, no Ramal da Lousã, provocou somente ferimentos ligeiros no condutor. Mais grave foi o “Desastre Ferroviário da Lousã”, tendo duas automotoras da CP colidido (numa secção de via única do Ramal da Lousã) junto à localidade de Casal do Espírito Santo. Cinco pessoas morreram no acidente, 11 ficaram feridas.

Em 29 de novembro, o Intercidades vindo da Guarda com direção a Lisboa descarrilou na Linha da Beira Alta após um desabamento de terras perto de Muxagata, Fornos de Algodres, causando somente ferimentos ligeiros na maioria dos passageiros.

2003

Entre maio e julho, três acidentes provocaram oito mortos e seis feridos. No primeiro, a 14 de maio, duas composições de mercadorias colidiram na Linha de Sines, perto da Estação de São Bartolomeu da Serra, concelho da Santiago do Cacém, o que causou dois mortos e outros tantos feridos.

Já a 18 de junho, na Linha do Algarve, um comboio colheria um automóvel numa passagem de nível junto ao Apeadeiro de Bias (Fuzeta, Olhão), acidente que resultou em três mortes.

Em junho, no dia 7, na Linha do Leste, junto à vila do Crato, distrito de Portalegre, uma colisão na Passagem de Nível de Monte da Pedra (que não apresentava sinalização ou cancelas) provocou três mortos e dois feridos graves.

2005

Às 20h34 de 20 de maio, na Linha da Beira Alta, um comboio regional, vindo de Coimbra, colidiu violentamente contra o atrelado de um camião que ficou bloqueado entre a catenária e a via férrea junto à Estação de Gouveia, distrito da Guarda. Da colisão não resultaram mortos ou feridos.

2006

Três mortos, um ferido. É este o balanço da colisão, a 28 de outubro, entre uma automotora e um automóvel na Linha do Oeste, numa passagem de nível (sem guarda) perto de Leiria.

Quase um mês volvido, em 26 de novembro, mas na Linha da Beira Alta, o Intercidades que ligava Guarda a Lisboa colheu um automóvel na passagem de nível de Oliveirinha-Cabanas, em Carregal do Sal. Não se registaram vítimas mortais ou feridos.

2007

O “Acidente Ferroviário de Castanheiro”, na Linha do Tua, junto a Carrazeda de Ansiães, em 12 de fevereiro, resultou em três mortos e dois feridos quando uma automotora descarrilou após um desabamento sobre a via férrea e caiu ao rio.

Um relatório de 2001 alertava já para os problemas de segurança na Linha do Tua. Os diversos acidentes ocorridos entre 2007 e 2008 na Linha do Tua resultariam no encerramento do troço inicial.

2008

Em Montijos, Leiria, no dia 11 de março, uma ambulância acabou colhida por uma composição numa passagem de nível, provocando quatro mortes.

Depois, em agosto, no dia 22, na Linha do Tua, um descarrilamento de uma automotora junto ao Apeadeiro de Brunheda, no concelho da Carrazeda de Ansiães, causou uma morte e 35 feridos.

2009

Em 1 de setembro, na Linha do Douro, uma automotora e um automóvel colidiram junto à passagem de nível (sem guarda) junto a Baião, distrito do Porto. Cinco pessoas morreram e duas ficariam feridas.

2010

Às 09h38 de 9 de junho, junto a Riachos, Torres Novas, morreram três pessoas, entre as quais um funcionário da Refer, colhidos pelo Sud Expresso que viajava da localidade francesa de Hendaia em direção a Lisboa.

Naquele ano, mas em 26 de outubro, um comboio transportando carvão descarrilou junto à ponte de Alcácer do Sal, não tendo sido registadas quaisquer vítimas.

2012

O dia era 2 de maio. Na Estação de Caxias, Linha de Cascais, um comboios da CP vindo do Cais do Sodré embateu na traseira de outra composição que se encontrava parada na linha e provocou ferimentos em 33 passageiros.

2013

Na Linha da Beira-Alta, em Mangualde, junto a Abrunhosa-a-Velha, um Regional da CP descarrilou, em 10 de janeiro, provocando dois feridos.

Onze dias volvidos, em 21 de janeiro, dá-se o “Desastre ferroviário de Alfarelos”: duas composições colidiriam na Linha do Norte, perto de Granja do Ulmeiro, Soure, provocando ferimentos em 21 pessoas.

Em 8 de fevereiro, um descarrilamento na Estação de Algés, em Oeiras, não causaria ferimentos ou mortes.

Em 19 de junho, uma composição de mercadorias abalroou uma carrinha numa passagem de nível junto à Estação de Guarda, provocando a morte de duas pessoas, ocupantes do veículo ligeiro.

Em outubro, no dia 24, na Linha do Alentejo, o vagão de um comboio (que transportava amoníaco) descarrilou junto à Estação Ferroviária de Poceirão, concelho de Palmela, não havendo vítimas a registar.

2014

Em maio, dois comboios de mercadorias descarrilaram, ambos na Linha da Beira Alta. No dia 15, o comboio da Takargo descarrilou entre entre Mortágua e Luso; no dia 28, dois vagões da CP descarrilam na ponte junto ao Apeadeiro de Trezói, em Viseu. Em ambos os acidentes não se registraram vítimas, somente estragos na ferrovia.

Mais tarde, em 2 de julho, de novo um comboio da Takargo, de novo na Linha da Beira Alta: o descarrilamento, desta feita, ocorreu em Celorico da Beira e, novamente, não provocou ferimentos ou mortes.

2015

No final de julho, na Linha da Beira Alta, um comboio de comboio de mercadorias da Takargo descarrilou junto à Estação de Pampilhosa.

2016

Logo a 9 de janeiro, o Regional da CP que ligava Coimbra e Guarda descarrilou junto da Estação Ferroviária de Contenças, Mangualde, e causou três feridos.

2017

No dia 6 de janeiro, um comboio de mercadorias da Medway descarrilou perto da Estação Ferroviária de Vila Franca das Naves, Trancoso. Não se registaram quaisquer vítimas.

2018

Em 20 de fevereiro, novo descarrilamento de um comboio de mercadorias da Medway (antiga CP Carga), desta feita na na Linha da Beira Alta, entre as estações de Nelas e Mangualde.

Em março, um Intercidades vindo da Guarda com direção Lisboa descarrilou no Túnel do Coval, entre as estações de Santa Comba Dão e Mortágua, na Linha da Beira Alta.

Em abril, na Linha da Beira Alta, dois acidentes a registar: no dia 5, um comboio de mercadorias, proveniente de Vilar Formoso e com destino à Pampilhosa, descarrilou entre as estações de Nelas e Canas-Felgueira; já a 26, um comboio de mercadorias da Medway descarrilou entre Gouveia e Contenças.

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