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Frederico Varandas: "Sporting será sempre gigante e jamais o Braga será rival"

28 jul, 2020 - 11:55 • Redação

O presidente do Sporting assume "total responsabilidade" pela época falhada, com perda do 3.º lugar para o Braga. Varandas queixa-se das arbitragens e aponta rumo para o futuro.

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O presidente do Sporting não tem dúvidas: pese embora os resultados desportivos desta época, o Sporting de Braga não está, nem nunca conseguirá estar ao nível da grandeza do clube de Alvalade.

Em entrevista ao jornal "Record", a propósito do dececionante quarto lugar no campeonato, Frederico Varandas salienta que nunca o "ouvirão dizer que o Sporting falhou por culpa do treinador, dos jogadores ou dos sócios" e assume "total responsabilidade" pela perda do pódio para o Braga. Contudo, lembra que continua a haver apenas três grandes.

"Não é por uma ou outra época menos bem conseguida que alguma vez o Sporting de Braga vai conseguir ser o que o Sporting é. Repare no exemplo do Liverpool: esteve 30 anos sem vencer o campeonato, fez épocas muito aquém do seu passado e, no entanto, nunca deixou de ser um gigante. O Sporting, mesmo numa época atípica de quarto lugar, será sempre um gigante e jamais o Sp. Braga será um rival, com todo o respeito que o Sp. Braga nos merece", salienta o líder leonino.

Em suma, Varandas assume que esta "foi uma má época do futebol", mas aponta que "nunca se pode esquecer tudo o que está para trás".

Apesar do "mea culpa" e de o Sporting ter sido classificado, pelo Braga, como a equipa mais beneficiada do campeonato, Frederico Varandas também não se coíbe de apontar o dedo às arbitragens:

"Como é obvio, o Sporting foi severamente prejudicado nesta retoma do campeonato. Quando eu vejo o lance do Coates em Moreira de Cónegos e o árbitro Tiago Martins, mesmo tendo sido chamado pelo VAR a ver aquelas imagens, a considerar que não é penálti fico muito preocupado com a competência desse árbitro. Mas não foi só essa situação."

Perder Bruno Fernandes e ganhar Rúben Amorim


No que toca aos bastidores do futebol, Frederico Varandas assume que a saída de Bruno Fernandes, em janeiro, para o Manchester United, por 55 milhões de euros (mais bónus), "afetou a equipa desportivamente".

Ainda assim, o presidente do Sporting sublinha, na mesma entrevista ao "Record", que "vender Bruno Fernandes não foi uma opção".

"Era uma obrigação, devido ao estado financeiro do clube. Teríamos sempre de o vender no mercado de verão ou de inverno. No verão tivemos uma única oferta de 40 milhões de euros. Não a considerámos justa e decidimos esperar pelo mercado de inverno. (...) O Sporting teria de sofrer com a sua ausência. Mas a sua venda foi obrigatória para a sobrevivência do clube", esclarece o dirigente máximo dos leões.

O Sporting perdeu Bruno Fernandes, mas ganhou Rúben Amorim, que Varandas considera ser "a peça-chave que faltava neste momento":

"Finalmente encontrámos o treinador que encaixa no nosso projeto. (...) Este é o rumo: um grande treinador, uma base talentosa da formação e jogadores com qualidade e experiência para equilibrarem o plantel."

Combinar a formação com contratações cirúrgicas


Para a próxima época, Varandas planeia uma equipa "em linha estratégica com o Sporting após a retoma do campeonato". Para isso, reconhece, a juventude não basta - é preciso, também, experiência.

"Continuamos com o mesmo objetivo de sempre: tornar o Sporting um clube vencedor no médio e longo prazo, de uma forma constante e não esporádica, a cada 20 anos. Nestas 10 jornadas mostrámos muita coisa boa, mas também que para assegurarmos um lugar na Champions só juventude não chega. Temos um grande treinador, temos grandes jovens jogadores e agora teremos de tentar encontrar jogadores com experiência e qualidade para equilibrar a equipa", vinca.

Frederico Varandas é amigo de Jorge Jesus, que fez parte da sua comissão de honra na candidatura ganha à presidência do Sporting, mas que na próxima temporada vai voltar a treinar o Benfica. Agora que estão "em trincheiras opostas", o presidente do Sporting deseja "o melhor" para o treinador e amigo, "exceto profissionalmente".

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