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​Liga dos Campeões em Lisboa com impacto económico de 50 milhões de euros

27 jul, 2020 - 16:09 • Sandra Afonso

Pandemia de Covid-19 vai obrigar a que os sete jogos sejam disputados sem adeptos nas bancadas. Em termos de comparação, a final da “Champions” entre Real e Atlético de Madrid, de 2014, teve um impacto de 46 milhões e foi apenas uma partida.

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Um estudo do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) estima um impacto económico de 50 milhões de euros da fase final da Liga dos Campeões, marcada para agosto, que vai contar com oito equipas.

O valor situa-se apenas ligeiramente acima dos 46 milhões que Portugal arrecadou em 2014 apenas com um jogo, na final da “Champions” entre Real e Atlético de Madrid, e abaixo dos 150 milhões que terá rendido à economia nacional a fase final da Liga das Nações, no ano passado.

Este estudo sobre o impacto económico e mediático, divulgado esta segunda-feira pelo IPAM, indica que a final a oito da prova que vai decorrer em Lisboa, num formato inédito, entre 12 e 23 de agosto, terá um impacto de 50,4 milhões de euros.

Em causa estão sete jogos, numa competição que, pela primeira vez, não contará com público nas bancadas dos estádios da Luz e Alvalade.

Ainda assim, há 16 mil adeptos sem bilhete e 3.300 visitantes previstos na final, a que se juntam 600 elementos das comitivas das equipas, 400 jornalistas, 1.000 pessoas no staff de apoio à competição, 1.000 convidados da UEFA, 200 elementos de produção de televisão e 42 elementos das equipas de arbitragem.

Este trabalho aponta várias vantagens para a cidade que acolhe a final da Liga dos Campeões, que vão para além da visibilidade externa.

Desde logo o impacto económico direto, com quase metade (49%) concentrado na alimentação e bebida. Destaque ainda para o alojamento, com estadas mais longas devido ao modelo concentrado da fase final (13%), as viagens (9%), atividades turísticas (5%) e com percentagens menores atividades publicitárias, eventos, compras e outras atividades comerciais.

O professor universitário e especialista em marketing desportivo, Daniel Sá, defende que o impacto mediático dos jogos é o mais importante, “será muito forte e representa uma extraordinária campanha de promoção para Portugal”.

Apesar dos estádios vazios, já em 2019 a final teve “uma audiência de 400 milhões de espetadores em 217 países e gerou mil milhões de interações nas redes sociais, um recorde de performance digital”.

Estes números são possíveis graças à televisão, que “continua a assegurar mais de 70% da audiência total”, apesar do aumento do “streaming”.

A final da Liga Milionária é “uma oportunidade muito positiva para os anunciantes alcançarem o público de futebol em grande escala. Em média, os telespectadores da Liga dos Campeões assistem a mais de uma hora da final, embora a tendência nos últimos anos tenha vindo a diminuir”, conclui o IPAM.

Segundo os autores deste estudo, o modelo aplicado “assenta na definição de seis momentos distintos de impacto, caracterização e quantificação dos indicadores económicos, relação com a realidade social e económica do país, introdução do fator de relação associado ao poder de compra do país”.

O Comité Executivo da UEFA escolheu Lisboa para receber o desfecho da edição de 2019/20 da Liga dos Campeões, com uma final inédita a oito. São sete jogos, eliminatórias, nos estádios da Luz e José Alvalade, entre 12 e 23 de agosto.

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