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Zona euro

Está encontrado o sucessor de Centeno: irlandês Paschal Donohoe eleito presidente do Eurogrupo

09 jul, 2020 - 19:07

Ministro das Finanças irlandês derrotou na segunda volta a espanhola (e candidata apoiada por Portugal) Nadia Calviño.

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Paschal Donohoe é o novo presidente do Eurogrupo. “Estou consciente que os europeus voltaram a ter medo do futuro”
Paschal Donohoe é o novo presidente do Eurogrupo. “Estou consciente que os europeus voltaram a ter medo do futuro”

O irlandês Paschal Donohoe é o novo presidente do Eurogrupo, ao vencer hoje a eleição para a liderança do fórum de ministros das Finanças da zona euro, anunciou o presidente cessante Mário Centeno.

“Parabéns ao novo presidente do Eurogrupo”, escreveu Centeno na sua conta oficial na rede social Twitter, numa publicação ilustrada com uma fotografia do ministro das Finanças irlandês, que derrotou na segunda volta a espanhola Nadia Calviño – a candidata apoiada por Portugal –, depois de o luxemburguês Pierre Gramegna ter abdicado cumprida a primeira volta.

Numa eleição realizada por voto eletrónico e secreto durante uma reunião do Eurogrupo celebrada por videoconferência e dirigida, pela última vez, desde Lisboa, Donohoe, ministro de centro-direita, surpreendeu a favorita Nadia Calviño (socialista), que tinha o apoio declarado dos dois ‘pesos pesados’ da zona euro, Alemanha e França.

Donohoe, 45 anos e ministro desde 2017, tomará oficialmente posse na próxima segunda-feira, para um mandato de dois anos e meio, tornando-se o quarto presidente do fórum de ministros da zona euro, depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker, do holandês Jeroen Dijsselbloem e do português Mário Centeno, que no mês passado abdicou de concorrer a um segundo mandato ao abandonar o cargo de ministro das Finanças.

O recém-eleito presidente do Eurogrupo participará já na conferência de imprensa por videoconferência que se celebrará de seguida, e que assinalará a despedida de Centeno, no final de uma reunião que assinalou também a estreia europeia do ministro português das Finanças, João Leão.

Donohoe diz que fará o melhor para prosseguir trabalho do “governador” Centeno

O novo presidente do Eurogrupo, o irlandês Paschal Donohoe, disse hoje que fará o seu melhor para dar continuidade ao “grande trabalho” de Mário Centeno, que classificou como colega, amigo e (já) “governador”.

Na sua primeira intervenção como presidente eleito do fórum de ministros das Finanças da zona euro, na conferência de imprensa que se seguiu à sua eleição, Donohoe não poupou elogios ao trabalho do antigo ministro das Finanças português, garantindo mesmo que tudo fará para dar mostras das mesmas qualidades que viu em Centeno ao longo dos últimos dois anos e meio.

“Quero começar por reconhecer o imenso trabalho do meu colega, meu amigo e agora governador, posso dizer, Mário Centeno, que durante o seu mandato como presidente do Eurogrupo lançou as fundações para permitir que o nosso euro, nossa moeda comum, fosse mais forte e mais resiliente em tempos de grandes desafios”, declarou.

Afirmando que “foi um grande privilégio ter a oportunidade de trabalhar muito de perto com o Mário, tanto como colega, enquanto ministro das Finanças de Portugal, e depois como presidente do Eurogrupo”, o ministro irlandês disse ter tido a oportunidade de testemunhar, “em primeira mão, as suas qualidades e capacidades, paciência e dedicação em levar os debates em frente”.

“E eu farei o meu melhor para prosseguir essas qualidades durante o meu mandato como presidente do Eurogrupo”, continuou.

Donohoe assegurou que vai “trabalhar de perto com todos os membros do Eurogrupo para ver como é que o euro, a nossa moeda comum, pode ser uma fundação na resposta aos grandes desafios” que estão pela frente, assumindo que estes são “profundos”.

“Por muito grandes que esses desafios sejam, estou absolutamente convencido de que teremos a capacidade para os ultrapassar. E vou desempenhar a minha parte para garantir que este grupo dá o seu contributo para a recuperação” da economia europeia, fortemente atingida pela crise da covid-19, adiantou.

Costa elogia mandato de Centeno e felicita Donohoe

O primeiro-ministro, António Costa, saudou "calorosamente" o mandato que hoje terminou do seu ex-ministro das Finanças Mário Centeno na presidência do Eurogrupo e felicitou a eleição para este cargo do irlandês Paschal Donohoe.

Saúdo calorosamente Mário Centeno pelo seu trabalho no Eurogrupo. A sua liderança foi essencial à aprovação do pacote do Eurogrupo para responder à crise económica e social", escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twiiter.

Na sua mensagem, o primeiro-ministro português deu em seguida os parabéns ao novo presidente do Eurogrupo, o irlandês Paschal Donohoe, desejando-lhe "felicidades" para o seu mandato.

João Leão envia votos de sucesso

O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, desejou hoje votos de “maior sucesso” ao novo presidente do Eurogrupo, o irlandês Paschal Donohoe, e considerou que o presidente cessante, Mário Centeno, “prestigiou o país”.

Os ministros das Finanças da zona euro elegeram hoje o novo presidente do Eurogrupo, numa reunião por videoconferência que assinalou a despedida europeia de Mário Centeno e a estreia do ministro João Leão.

Depois de Centeno ter anunciado, em junho, a sua saída do Governo e, consequentemente, abdicado de concorrer a um segundo mandato, três ministros avançaram com candidaturas à presidência do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro: a espanhola Nadia Calviño, o irlandês Paschal Donohoe e o luxemburguês Pierre Gramegna.

Nesta sua estreia no Eurogrupo, João Leão referiu ter ouvido de “todos” os colegas das Finanças “o apreço e reconhecimento” pela liderança de Mário Centeno e “pelos marcos alcançados ao longo dos dois últimos dois anos e meio”.

“A escolha de um português para liderar o Eurogrupo prestigiou o país e Portugal conta hoje com uma personalidade na área financeira respeitada em toda a Europa”, referiu o ministro das Finanças.

João Leão disse ainda que nesta reunião do Eurogrupo foram analisadas as previsões económicas de verão da Comissão Europeia, que reveem em baixa as anteriores, conhecidas há pouco mais de um mês e meio, sublinhando que “se há algo que caracteriza a atual situação é a elevada incerteza sobre a evolução da economia”.

Neste contexto, acrescentou que o Orçamento do Estado Suplementar “permite mitigar essa incerteza”, ao procurar manter a atividade económica e os rendimentos das famílias.

Neste fórum informal de ministros das Finanças esteve ainda em discussão a “coordenação de políticas que contribuirão para a recuperação económica da Europa”.

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