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PSP. Cerca de 200 agentes agredidos nos primeiros quatro meses do ano

06 jun, 2020 - 08:54 • Lusa

Em comparação com igual período do ano passado, são menos 60 situações de agressão. Maioria dos casos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

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Cerca de 200 polícias foram agredidos nos primeiros quatro meses do ano e, durante o estado de emergência, foram reportados 87 casos de agressões, revelou hoje a Polícia de Segurança Pública.

Dados enviados à agência Lusa indicam que, entre 1 de janeiro e 30 de abril, a PSP registou 203 agressões a polícias, menos 60 do que no mesmo período de 2019, quando foram reportadas 263.

A PSP precisa que as agressões aos polícias reportadas são de “tipologia e gravidade diversa”.

Segundo esta força de segurança, os casos de agressões a agentes são transversais a todo o país “sem especial incidência numa tipologia de zona urbana ou, sequer, num determinado tipo de ocorrência”.

No entanto, aquela polícia nota que se regista “uma maior concentração destes episódios nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto”, sendo também as áreas de responsabilidade da PSP, com maior extensão territorial, concentração da população e do número de polícias.

A PSP indica também que, entre 22 de março e 2 de maio de 2020, quando foi decretado o estado de emergência devido à pandemia de Covid-19, foram reportados 87 casos de agressões a polícias, enquanto no mesmo período de 2019 registaram-se 110 casos.

Mais do que o número, a violência

Dados do Relatório Anual de Segurança Interna dão conta que, em 2016, 924 polícias sofreram agressões, aumentando para 942 no ano seguinte e, em 2018, registaram-se 875, não existindo ainda dados de 2019.

Contactado pela Lusa, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) considerou grave a existência de agressões aos polícias, sustentando que “mais do que o número é preocupante a violência das agressões”.

Paulo Rodrigues destacou que as agressões aos polícias “são cada vez mais violentas e feitas em grupo”, frisando que, nos últimos anos, têm aumento as ameaças aos polícias, bem como os apedrejamentos.

“É uma tendência que deixa os polícias preocupados e que dá a ideia de que a polícia perdeu autoridade”, disse.

Paulo Rodrigues esclareceu que, apesar da diminuição entre janeiro e abril, essa não tem sido a tendência dos últimos anos, tendo justificado a redução das agressões aos polícias com o estado de emergência, uma vez que durante este período a ação da polícia centrou-se basicamente em gerir a pandemia e as situações de trânsito.

Para a ASPP, “as frequentes agressões físicas a polícias começam a fazer parte do dia a dia desta instituição”.

O presidente da ASPP considerou também que a direção nacional da PSP tem manifestado preocupação e feito uma ação em relação às agressões aos polícias, mas alertou para a necessidade de a existência de um plano para minimizar esta situação.

Nesse sentido, Paulo Rodrigues afirmou que a ASPP enviou na semana passada uma proposta ao Governo, direção nacional da PSP, grupos parlamentares e Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

No documento, intitulado “Agressões a agentes de autoridade”, a ASPP refere que é “necessária uma profunda reflexão sobre a forma de evitar ou pelo menos atenuar significativamente este tipo de ocorrências, que coloca em causa não apenas a integridade física e psicológica dos elementos agredidos, mas danifica de forma muito séria, grave e algumas vezes até irremediavelmente, os alicerces que fundam a autoridade do Estado”.

Segundo a ASPP, entre as propostas está a necessidade de distribuir coletes de proteção balística individual a todos os polícias, a necessidade de rever modelo de atuação no terreno e a imediata atribuição do suplemento de risco atribuído em razão das condições de risco.

A ASPP defende ainda o uso da ‘bodycam’ e rastreador GPS no equipamento individual, abolição das patrulhas individuais e mais formação.

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  • Filipe
    06 jun, 2020 évora 17:50
    Devem ser os que trabalham nas cantinas , os floristas e motoristas , já esqueceram de como se auto defenderem . Afinal os Portugueses pagam os cursos e ordenados a essa gente para andarem a fazer trabalho de gente do campo , com todo o respeito por essas pessoas . E , cuidado ! Muitas dessas agressões são como aquelas que todos sabemos ... dão porrada nas pessoas e depois fazem Autos Notícia a fizerem que lhes cuspiram para cima .