Tempo
|
A+ / A-

​UE “chocada e estupefacta” com morte de George Floyd

02 jun, 2020 - 18:49 • Lusa

O chefe da diplomacia europeia considera que a morte de George Floyd foi um ato de “abuso de poder” por parte das forças policiais, que “deve ser combatido nos Estados Unidos e em todo o lado”.

A+ / A-

O Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, mostra-se chocado com a morte do afroamericano George Floyd, às mãos da polícia, na cidade norte-americana Minneapolis.

“Nós aqui na Europa, tal como as pessoas nos Estados Unidos, estamos chocados e estupefactos com a morte de George Floyd”, afirmou esta terça-feira o chefe da diplomacia europeia, em conferência de imprensa na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.

Josep Borrell considera que é preciso “permanecer vigilantes relativamente ao uso excessivo de força” por parte da polícia e garantir que todos os incidentes são resolvidos de forma “rápida, eficaz e em total respeito pelos direitos humanos”.

“Os guardiões da ordem não devem agir de forma desproporcionada”, ainda para mais quando estamos a falar de sociedades democráticas, salientou.

Mais de cinco mil detenções e pelo menos sete mortes nos EUA. Trump descreve cenário de “terror interno”
Mais de cinco mil detenções e pelo menos sete mortes nos EUA. Trump descreve cenário de “terror interno”

O chefe da diplomacia europeia considera que a morte de George Floyd foi “abuso de poder” por parte das forças policiais, que “deve ser combatido nos Estados Unidos e em todo o lado”.

Expressando o apoio da União Europeia ao “direito a protestos pacíficos” e condenando “todos os atos de violência e de racismo, de qualquer tipo”, o Alto Representante apelou à contenção de todas as partes para reduzir o clima de grande tensão a que se assiste nos Estados Unidos.

“Acreditamos na capacidade dos norte-americanos de se reunificarem e de se curarem como uma nação”, declarou.

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, acusa o Presidente Donald Trump de estar mais preocupado com a sua reeleição do que com as divisões provocadas pelas manifestações violentas nos EUA.

Na segunda-feira, Trump classificou os protestos dos últimos dias como “terror interno”, enquanto a polícia dispersava com gás lacrimogéneo os manifestantes concentrados em frente à Casa Branca, em Washington.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos quatro mil pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque, mas diversos comentários do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra os manifestantes têm intensificado os protestos.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em terceiro grau e de homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • 02 jun, 2020 22:20
    o chefe da diplomacia europeia também deve ter ficado chocado e teve uma crise de parvoíce perante os selvagem atentados pelos anti-democratas nos EUA.