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Coronavírus. Corte salarial "não será a primeira opção”, garante ministra

31 mai, 2020 - 01:16 • Lusa

Alexandra Leitão não exclui o congelamento das progressões de carreira na Administração Pública.

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A ministra da Modernização do Estado e da Administração Publica disse no sábado que, num cenário de austeridade, "não será a primeira opção" do governo fazer cortes salariais, sem excluir a possibilidade de poder não haver aumento de 1% em 2021.

Numa entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Alexandra Leitão disse que não espera que, no quadro da pandemia de covid-19, haja uma política de redução de rendimentos, mas quanto a um eventual congelamento das progressões de carreira na Administração Pública afirmou que é uma questão que "não está em cima da mesa", mas admitiu que essa possibilidade, depende do evoluir da situação económica e não pode ser excluída "liminarmente".

Alexandra Leitão assumiu também que não pode garantir que seja possível manter o compromisso do aumento salarial de 1% para a função pública previsto para 2021.

Mesmo assim, a ministra mantém a prioridade da revisão da avaliação de desempenho, no âmbito do programa plurianual para a função pública e a proposta vai ser apresentada no dia 8 na reunião com os sindicatos da Administração Publica.

Alexandra Leitão disse querer uma avaliação de desempenho mais rápida e mais simples e admitiu que poderá haver alargamento das quotas em função do desempenho do serviço.

Além disso, a ministra quer levar à negociação com os sindicatos o teletrabalho, considerando que veio para ficar depois das medidas de confinamento impostas para combater a propagação do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

A ministra defendeu que para o futuro, a legislação deverá ser alterada para que o teletrabalho se generalize, como uma modalidade alternativa normal.

Além disso, considerou que o processo de integração de precários na função pública, o PREVPAV, deve ser acelerado para que esteja concluído antes do final deste ano.

Segundo, a responsável do governo pela pasta da Administração Pública, até agora foram integrados 20 mil trabalhadores.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 366 mil mortos e infetou mais de 6 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.396 pessoas das 32.203 confirmadas como infetadas, e há 19.186 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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  • Professor Ludibriado
    31 mai, 2020 5 de Outubro 11:16
    Porque não (re)lançar o congelamento de carreiras na Função Pública? Já estamos todos habituados... Há 15 anos atrás estava no 6.º Escalão. Apareceu essa criminosa da "sinistra", e de repente dei comigo rebaixado para o 3.º Escalão. Subi para o 4.º Escalão - quando tinha todas as condições para ir para o 7.º - na última janela aberta. E depois foram os 10 anos de congelamento e agora, apesar da dita abertura PS, 15 anos depois, continuo no 4.º Escalão, apesar do "Muito Bom" na avaliação , imediatamente rebaixado para "Bom" por causa das "quotas"... São "apenas" dezenas de ultrapassagens por colegas com menos anos de serviço, são "apenas" dezenas de milhares de euros em 15 anos de salários e seguintes perdidos, são "apenas " uma carreira de 30 anos bloqueada artificialmente em escalões baixos, e são "apenas" 300 / 400€ mensais a menos na Reforma. Com o beneplácito da Sociedade e dos Sindicatos do Regime. É nestas alturas que se começa a pensar em radicalizar as coisas e nos candidatos anti-sistema - Excluindo PCP e BE que esses são "sistema" até mais não.