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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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O alarme italiano

15 abr, 2020 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Infelizmente, por razões já largamente dissecadas, chegou-se a uma situação catastrófica. Com o futebol em quarentena, os prejuízos contabilizados são já de vária ordem e de monta.

Há por aí, de sobra, teorias sobre o regresso do futebol aos relvados. Há uns que arriscam mais do que outros, mas todos tendo sempre em conta aqueles que despontam como os seus interesses. Legítimos, mas interesses.

Infelizmente, por razões já largamente dissecadas, chegou-se a uma situação catastrófica. Com o futebol em quarentena, os prejuízos contabilizados são já de vária ordem e de monta.

Nem sequer valerá a pena repetir os lamentos que se ouvem num caudal imenso, por se conhecerem os danos e, ainda mais, outros tantos que se adivinham. E a pergunta que se coloca todos os dias, de forma angustiante, tem a ver com a dúvida sobre o regresso.

Há já, naturalmente, quem aponte caminhos para que tudo volte ao normal, e até alguns, poucos, que já deram o mote através de uma tímida actividade, que pretende constituir-se num sinal para os mais renitentes em avançar com projecções desmesuradas.

Contabilizando os efeitos da pandemia que chegou a todos os países, parece ser arriscado imaginar que nos próximos meses possamos ter competição a sério, tal como a conhecíamos há poucos dias: os receios sentem-se e veem de todos os lados.

As posições contrastantes assumidas por diversos responsáveis são a melhor imagem de que vai ser muito difícil chegar a um consenso tão rápido quanto desejável. E houve até quem entendeu lançar para a confusão reinante uma ideia explosiva, que a ser levada a sério, causará ainda maior perturbação.

Ontem, das parcas notícias sobre futebol, ressaltava uma declaração bombástica da Senhora Sandra Zampa, Sub-Secretária do Ministério da Saúde da Itália. Transcrevemos: “Vejo o regresso do futebol muito difícil, e penso que esse debate não é, neste momento uma prioridade. E, com isso, também penso que nada de catastrófico acontecerá ao futebol. Só voltaremos a ver estádios cheios quando existir total segurança, e quando existir uma vacina.”

Vinda da Itália, esta declaração assume importância sobretudo por se saber que aquele país é uma das maiores potências do futebol mundial. E pelo menos numa coisa deve ser dada toda a razão àquela responsável do governo italiano: o debate, tão acidulado e cheio de contrastes como o conhecemos sobre o regresso do futebol não é, neste momento, uma prioridade.

Comentários
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  • Ricardo Martins
    16 abr, 2020 Lisboa 18:20
    Julguei que ia falar dos calotes do amigo o Dr. Varandas que a pala do covid-19 já falhou 37 milhões de pagamentos a jogadores , treinadores , empresários , mas como não é BDC deve-se ter esquecido .....