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​“Tudo indica que aulas no 3.º período serão à distância”, diz ministro da Educação

30 mar, 2020 - 08:51

Tiago Brandão Rodrigues remete decisão definitiva para dia 9 de abril e elege a televisão, através da TDT, como um canal para veicular as aulas a quem não tem computador.

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O ministro da Educação ainda não tem decisão definitiva sobre como vai decorrer o 3.º período do ano escolar, mas diz que "tudo indica que aulas serão à distância”. Convidado do programa "As 3 da Manhã da Renascença", Tiago Brandão Rodrigues remete para 9 de abril, data indicada por António Costa, para o anúncio de todas as decisões sobre como irá terminar o ano letivo.

O modelo a adotar para garantir que o ensino à distância chegue à totalidade dos alunos também ainda está em avaliação, embora Tiago Brandão Rodrigues aponte a ideia de que a opção pela distribuição de conteúdos pela Televisão Digital Terrestre, TDT, é um cenário muito provável.

"É muito importante não descansarmos enquanto não chegarmos a todos os estudantes; estamos a fazer um levantamento pormenorizado em cada escola quanto aos alunos sem internet e sem equipamemntos para poder minimizar esse problema. O ministro da economia Siza Vieira complementou o que eu já tinha dito: que temos que aceder a meios mais tradicionais e universais de acesso, mais do que a TV por cabo, através de canais diponíveis na TDT, que chega generalidade das famílias portuguesas", diz o ministro da Educação.

Notas do 2º periodo garantidas. Muitas dúvidas sobre a avaliação e os exames

Tiago Brandão Rodrigues assegura que as notas referentes ao 2º período serão publicadas. É a garantia que o ministro diz ter recebido de todas as escolas o que, na sua opinião, configura que "um primeiro objetivo foi alcançado".

Maior é o grau de incerteza que ainda impera relativamente ao 3º período escolar, sendo certo que Tiago Brandão Rodrigues anuncia decisões para "muito em breve" relativamente às provas de aferição e aos exames do 9º ano de escolaridade. Já relativamente aos exames no 11º e 12º anos, o ministro da Educação diz estar apostado em conseguir um "processo justo" e ponderado "com auscultação das escolas e das associações de pais".

O que Tiago Brandão Rodrigues não admite é uma passagem administrativa para todos os estudantes, com o ano escolar a terminar mais cedo - hipótese levantada pelo ex-ministro da educação Marçal Grilo, numa entrevista à Renascença. "Se um ex-ministro, que eu respeito muito, pode fazer declarações dessa natureza provocando uma pequena onda noticiosa, já se o atual ministro dissesse exatamente a mesma coisa imaginem o maremoto que iria provocar", comenta.

Propinas são "seara alheia"

Tiago Brandão Rodrigues não se pronuncia sobre os insistentes pedidos dos estudantes do ensino superior, para que o pagamento de propinas seja suspensoo.

O ministro da educação sublinha que o tema é da esfera do ministro da Ciência e Tecnologia, que está a trabalhar com as universidades e institutos politécnicos. Porém, o ministro da Educação não deixou de fazer notar que "as aulas não presenciais têm sido uma constante no ensino superior".

O 3.º périodo do ano escolar tem início previsto para 14 de abril. A 9 de abril serão anunciadas as medidas a tomar. O Governo encerrou as ecolas, devido à pandemia de Covid-19, a 16 de março.

Comentários
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  • Filipe
    30 mar, 2020 évora 21:43
    Sim também parece que os Jogos Olímpicos e todo o futebol do Mundo vai seguir o exemplo deste Ministério da Educação e fazer-se tudo pela TDT , os treinos e a competição .
  • Carla Sofia Duarte
    30 mar, 2020 Viseu 14:48
    Esta ideia não é do Sr. ministro nem do ME. É da equipa do Blog DeAr Lindo que se tem debruçado sobre o tema desde o inicio da crise. Este ministério não tem gente competente o suficiente para elaborar um plano que não seja copiado das ideias de quem conhece o terreno.
  • HM
    30 mar, 2020 Lx 14:17
    Ao contrario do avançado na tv, parece-me que a utilização de um canal por cabo para ministrar as aulas em falta deverá ser utilizado um dos canais públicos de tv, nomeadamente o canal 2, num sistema de tele-escola, uma vez que é o erário publico que paga os referidos canais, não havendo necessidade de mais gastos agora desnecessários.
  • Antonio Almeida
    30 mar, 2020 Queluz 10:09
    Grande novidade. No dia em que decretaram o encerramento já era muito previsível. O que deviam era estar a pensar como vai ser o próximo ano letivo pois poderá acontecer que o COVID esteja ainda em força. Qual o plano caso isso aconteça ?