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Sociedade e coronavírus. Voluntários apoiam idosos, jovens e pessoas dependentes

26 mar, 2020 - 19:52 • João Cunha

A maior plataforma europeia de serviços domésticos dá agora acesso gratuito a voluntários e a famílias que queiram beneficiar destes serviços.

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A ideia foi adaptar a habitual oferta de serviços e criar uma comunidade de voluntários prontos a ajudar no apoio escolar à distância, no auxílio aos idosos e no babysitting.

A Yoopies é a maior plataforma europeia de serviços domésticos. Marina Chiarelli, uma das responsáveis da empresa, diz que, quando “perceberam que muitos dos profissionais de saúde não tinham com quem deixar os filhos”, surgiu a ideia de adaptar os serviços prestados e estender a ajuda a toda a população.

“Muitos cidadãos europeus vivem sozinhos. E são aconselhados a permanecer em autoisolamento prolongado. Eles precisam de ajuda. Tanto quanto os profissionais de saúde que estão na linha da frente”, explica à Renascença.

Feito o apelo, a bola de voluntários foi crescendo. “Em Portugal, são cerca de mil voluntários. Na Europa, o total ronda os 40 mil”, avança Marina Chiarelli que, tanto para voluntários como para potenciais beneficiários, deixa conselhos quanto aos cuidados a ter.

“O que nós aconselhamos é que tomem os cuidados de higienização que todos nós estamos a tomar neste momento”, indica.

Cuidar de novos e velhos com os devidos cuidados

Rita Oliveira é uma das voluntárias. Já andou por África em campanhas de voluntariado e sabe o que fazer antes, durante e depois de estar em casa de alguém, a tomar conta de crianças.

“Antes de entrar em contacto com as crianças, vou lavar as mãos e desinfetar-me". E “evitar ao máximo” tocar no que seja, mantendo uma distância de segurança face às crianças. O que não impede de, com elas, “desenvolver várias atividades”, garante esta jovem de 22 anos, residente na Amadora.

Rafael Andrade escolheu ajudar os mais idosos, para que não corram riscos.

“A minha intenção é ajudar os idosos a amenizar os riscos nesta situação de pandemia. Fazer uma compra, ir a um mercado ou a uma farmácia, por exemplo”, indica.

Sabe que se coloca em risco, mas “é menor do que as pessoas que estão no grupo de risco”, refere este brasileiro de 37 anos, residente na zona dos Anjos, em Lisboa.

Rafael deixa um apelo: “quem se puder voluntariar, dentro da sua realidade, que o faça. É isso que importa”.

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