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​Gomes Pereira sobre os Jogos Olímpicos. "Adiamento peca por tardio"

25 mar, 2020 - 14:53 • João Fonseca

Diretor clínico da missão olímpica portuguesa anuncia que esta posição veio descansar todas as delegações e centrar esforços no combate a uma pandemia que iria penalizar a maior competição desportiva do planeta.

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O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, para 2021, foi bem acolhida pela Comissão Médica do Comité Olímpico de Portugal.

Gomes Pereira, elemento desta comissão e diretor clínico da missão lusa, revela em Bola Branca que esta era "uma decisão esperada", que "peca por tardia", mas que chega ainda a tempo de evitar um "maior problema de saúde pública" e de por cobro a uma preocupação dos atletas, já que a esmagadora maioria "não estava a seguir a sua preparação".

"Era fundamental que os Jogos Olímpicos fossem adiados", acrescenta o médico, que esclarece ter sido "reduzida a ansiedade dos atletas" que poderão reformular com maior pertinência a preparação para uma competição que só acontecerá no próximo ano civil.

Gomes Pereira esclarece que todos os departamentos médicos estavam "com dificuldade em lidar com esta situação", sem respostas para dar aos atletas e percebendo que galopava nestes a preocupação com uma presença condigna na maior competição desportiva das suas carreiras e em que muitos depositem reais esperanças de conseguirem resultados de relevância mundial.

O diretor clínico acrescenta que quando "não existirem riscos", será dado todo o apoio para que os atletas "possam preparar os jogos em segurança".

A terminar, o diretor clínico da missão portuguesa encontra como justificação para esta decisão a pressão exercida sobre o Comité Olímpico Internacional de países que ainda não atingiram o pico da pandemia e que com o tempo a passar não iriam conseguir preparar os seus atletas para uma competição com exigência máxima, sem esquecer a posição assumida por muitos de não marcarem presença em Tóquio.

"Imaginemos que em julho tudo estava resolvido no Japão, hipoteticamente, mas no resto do mundo não era previsível que estivesse", conclui Gomes Pereira.

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