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​Centeno garante que está “focado” e Marcelo agradece

23 mar, 2020 - 14:27 • Eunice Lourenço e Marta Grosso

À saída de Belém, o ministro das Finanças disse que o tempo não é de “alimentar folhetins” sobre a sua saída do Governo.

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“Estou totalmente focado nas exigências e nas necessidades que este quadro requerem do cargo que ocupo, quer como ministro da Finanças quer como presidente do Eurogrupo. É essa a minha tarefa e é essa a minha função”, garantiu Mário Centeno à saída do Palácio de Belém depois de cerca de uma hora de reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Enquanto o ministro falava, era colocada no site da Presidência uma nota que dava conta do agradecimento de Marcelo.

“O Presidente da República recebeu o Ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, que ouviu sobre a situação económica e financeira internacional e nacional, na sequência da Pandemia Covid-19 e a quem agradeceu a sua manifestação de total enfoque no enfrentar dessa situação”, lê-se na nota em que o Presidente também dá conta de que promulgou o Orçamento do Estado para 2020, que entrará em vigor no dia 1 de abril.

Centeno, que chegou a assumir a vontade de ir para o lugar de governador do Banco de Portugal no verão deste ano, esforçou-se por garantir que, neste momento, não está a pensar sair do Governo. “Eu acho que tudo o que tem sido dito sobre isso tem sido o desviar da nossa atenção daquilo que é essencial”, disse o ministro, que foi recebido na dupla condição de governante nacional e presidente do Eurogrupo.

“Tenho essas responsabilidades, nunca ninguém me ouviu enjeitar essas responsabilidades e esse é o foco da minha ação neste momento, e todos devemos focar as nossas energias nesta resposta à crise e não a alimentar folhetins que só interessam àqueles que os desenham”, afirmou Mário Centeno, que apelou aos portugueses que cumpram as instruções de distanciamento social.

“Do nosso comportamento esta semana vai depender se atingimos ou não o pico no momento que as autoridades preveem, que é de entre 9 e 14 de abril. Se a previsão tiver sucesso podemos a partir daí ver uma redução do número de casos e uma estabilização da situação sanitária que nos possibilite retomar a normalidade no próximo trimestre”, reforçou o ministro.

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  • Desabafo Assim
    23 mar, 2020 Porto 17:03
    Todos nós somos seres pensantes, analisamos, testamos o que é para testar e concluímos, por isso mesmo em problemas que se nos apresentam arrepiamos caminho e cremos nas conclusões apresentadas sem por isso invalidar as nossas capacidades de voltar atrás e pesemos os pratos da equação. Isto é para dizer que a gestão dessa força de trabalho que representa o dinheiro neste novo mês de Abril não tem equivalência no estado atual. O dinheiro não pode desvalorizar, prometer mundo e fundos é descapitalizar o aparelho produtivo abruptamente. O tempo de guerra tem de ser levado à prática, importa não perder o que se tem e gerir o presente circunscrito à sua presente conjuntura. Tudo o que não seja subsistência tem de parar para desta forma garantir isolamento, nessa perspetiva o ordenado é feito mediante o que se pode comprar, víveres e pouco mais, tem de ser definido um patamar remunerativo para desta forma, essa força de trabalho, ser canalizado para setores que devem ser momentaneamente nacionalizados ou compensados pelo estado como seja a água, luz, empréstimos, rendas e meios de comunicação. Esse é verdadeiramente um esforço de guerra, garantir um futuro recorrendo só à gestão das mais-valias presentes. Naturalmente que o empregado não é cego e não produzindo sabe que não tem a entidade empregadora forma de lhe manter o ordenado. Sem encargos de outra natureza, a subsistência não representa nenhum encargo para o futuro, salvaguardando os gastos do verão abrasador que poderá vir.