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Operação Marquês. Juiz diz que sorteio de distribuição do processo foi totalmente aleatório

04 mar, 2020 - 18:47 • Lusa

Esta quarta-feira, à entrada para prestar novas declaração ao juiz Ivo Rosa, na fase de instrução, Sócrates afirmou aos jornalistas que o que se passou agora com as suspeições sobre a atribuição de processos no Tribunal da Relação de Lisboa é um episódio que já tinha acontecido na Operação Marquês.

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O juiz Ivo Rosa afirmou, esta quarta-feira, em tribunal que o sorteio eletrónico da distribuição do processo Operação Marquês ao magistrado que dirige a fase de instrução foi “totalmente aleatória” e não padeceu de quaisquer erros.

Ivo Rosa disse que o sorteio, efetuado em 28 de setembro de 2018, que determinou que fosse ele a dirigir a fase de instrução do processo, foi realizado “por meios eletrónicos que garantiram total aleatoriedade” e que não houve erros no sistema, mas apenas várias tentativas de introduzir o processo no módulo da distribuição, devido às enormes dimensões do mesmo.

Sobre os quatro erros detetados no sistema no dia do sorteio, o magistrado explicou que foram apenas tentativas e se deveram às dificuldades em transferir o processo Operação Marquês para o modulo de distribuição.

“As quatro tentativas deveram-se às dificuldades em transferir o processo, que tem grandes dimensões, para o módulo de distribuição. Não existiram várias tentativas de distribuição de processo. Este [sorteio] foi feito de forma imediata”, afirmou o juiz de instrução.

Esta quarta-feira, à entrada para prestar novas declaração ao juiz Ivo Rosa, na fase de instrução, Sócrates afirmou aos jornalistas que o que se passou agora com as suspeições sobre a atribuição de processos no Tribunal da Relação de Lisboa é um episódio que já tinha acontecido na Operação Marquês.

A diligência de hoje, que inicialmente seria para dar início ao debate instrutório, começou com o esclarecimento do juiz sobre o sorteio, seguindo-se mais um interrogatório do antigo primeiro-ministro José Sócrates, arguido e acusado de vários crimes económico-financeiros.

Depois de o primeiro-ministro ter sido interrogado em cinco tardes na fase de instrução, o juiz tinha mais perguntas para fazer ao antigo chefe do Governo, concretamente sobre a concessão do TGV ao consórcio Elos, se passou férias no Algarve na Páscoa de 2006 com o seu primo e também arguido José Paulo Pinto de Sousa, as viagens governamentais feitas à Argélia, Angola e Venezuela e ainda o caso Freeport.

O ex-primeiro-ministro esteve cerca de duas horas a responder ao magistrado, algumas vezes num tom mais ríspido, e depois a cinco questões do procurador do Ministério Público Rosário Teixeira, com quem se chegou a exaltar.

“É preciso ser mesquinho”, afirmou Sócrates após uma pergunta de Rosário Teixeira.

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