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Dez anos de Passo a Rezar. "Fazemos sem saber a quem chega, mas toca muito a vida das pessoas"

17 fev, 2020 - 10:47 • Cristina Nascimento

Plataforma de oração dos jesuítas chega a uma comunidade de 85 mil pessoas. Tem uma equipa de 90 pessoas, entre as quais o jornalista da SIC Paulo Nogueira que é, desde o início, uma das vozes do projeto.

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É assim há dez anos. No Passo a Rezar marcam-se os dias com a leitura de textos bíblicos e pontos de reflexão e oração. A plataforma de oração, que funciona sob a orientação dos jesuítas, está disponível a qualquer momento, em qualquer lugar, à distância de uns cliques.

“Creio que o grande segredo é isso, ter adaptado uma forma de oração ao que é a linguagem do dia-a-dia e ao ritmo das pessoas do dia-a-dia”, diz o padre António Valério, um dos coordenadores da plataforma.

Uma década volvida, o Passo a Rezar está na net, em aplicações móveis e nas redes sociais. Conta com uma comunidade de 85 mil pessoas, numa trajetória sempre ascendente.

“Os números deixam-nos muito satisfeitos, não só porque nunca houve quebras, registando-se um crescimento sustentado, mas em alturas em que há novidades ou conteúdos especiais notam-se picos no crescimento do projeto”, diz o jesuíta, sublinhando que muitas vezes, “estes projetos podem começar muito bem, mas depois podem começar a decair porque entram na rotina”.

Nos bastidores da plataforma há uma equipa com cerca de 90 pessoas. Uma delas, que está no projeto desde o seu início, é Paulo Nogueira, um dos rostos do jornalismo da SIC.

Católico assumido, conta à Renascença que veio parar ao projeto por indicação do cunhado. No balanço desta década, revela que já foi identificado como uma das vozes do Passo a Rezar e relata o agradecimento que lhe foi confiado.

“Já me agradeceram, não os textos, não os escrevo e não tenho mérito nesse aspeto, mas agradeceram-me o facto de haver o Passo a Rezar, que de alguma maneira tem sido importante na vida delas, ouvir e a partir dali pensar um bocadinho nas coisas e fazer um caminho de fé. E fico contente com isso, como é óbvio, reconhece.

Aproxima as pessoas da religião

Apesar da vida ocupada, Paulo Nogueira diz que o projeto não lhe rouba muito tempo. Vem aos estúdios da Renascença uma vez de três em três meses e em cerca de meia hora grava os textos necessários.

“Não é pedir muito”, diz, acrescentando que foi a forma de voltar regularmente à rádio, onde começou o seu percurso profissional.

Enquanto lê os textos, antes da gravação e durante a gravação, acaba por fazer uma reflexão pessoal.

“Não é que aquilo seja um teste à minha fé, como é óbvio, mas se venho aqui e sinto que estou a ler e aquilo não está a soar verdadeiro, até serve para ir tendo, de vez em quando, uns sinaizinhos de alerta… ‘Calma, eu hoje li o Passo a Rezar como se teria lido uma notícia ou um anúncio publicitário, então há algo que não está bem’”, diz.

Sobre o projeto, Paulo Nogueira aplaude ainda a forma como aproxima as pessoas da religião. “O Passo a Rezar é uma forma, entre muitas outras, de as pessoas se terem aproximado outra vez dos textos bíblicos, considerando que são textos para a nossa vida”, argumenta.

E se dúvidas houvesse sobre o impacto do Passo a Rezar na vida de quem ouve, ficam desfeitas com os testemunhos que a coordenação do projeto recebe.

“Lembro-me de uma senhora que nos escreveu a agradecer que o Passo a Rezar acompanhou os últimos momentos de vida do seu pai. Era uma oração que o Pai já doente ouvia e que o ajudava a viver esse tempo de doença ou o fim da vida; ou um jovem que emigrou e que não conseguiu sequer levar a Bíblia em português e era a forma de rezar em português”, relata António Valério.

“São testemunhos bastante tocantes, de ver como é que uma coisa que nós fazemos aqui sem saber a quem chega, acaba por tocar muito a vida das pessoas”, acrescenta.

Vida de Igreja que não se esgota na plataforma

António Valério reconhece que esta nova forma de rezar é um complemento. “[Há] pessoas que já participam na vida da Igreja e procuram aprofundar a sua vida de oração com este tipo de ferramentas ou pode acontecer o contrário: pessoas que não têm uma ligação tão direta e que através destas ferramentas acabam depois por se interessar pela vida concreta da Igreja”, explica.

A viver os dez anos do Passo a Rezar, António Valério já pensa na Jornada Mundial da Juventude de 2022, em Lisboa. Planos definidos ainda não há, mas é certo que se juntam a esta ocasião “tão importante na vida do nosso país e da Igreja Universal”.

“Da nossa parte, do Secretariado do Apostolado da Oração e da Rede Mundial de Oração do Papa, estamos completamente disponíveis para esta colaboração e fazer conteúdos especiais”, diz, dando como exemplo o que já foi feito para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

“Lembro-me que pusemos leitores brasileiros a fazer o Passo a Rezar durante essa semana e tínhamos conteúdos próprios do tema da JMJ do Rio de Janeiro”, remata.

Comentários
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  • Carlos Jose Da Silva Nunes
    17 mar, 2020 15:59
    a minha radio preferida .Parabéns a todos.
  • Petervlg
    18 fev, 2020 Trofa 14:00
    Obrigado, pela vossa companhia, tento não perder.