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​Depois do susto do ​Coronavírus. Luís vai deixar o isolamento, abraçar a família e já pensa em voltar à China

15 fev, 2020 - 01:38 • Isabel Pacheco

Este sábado, os 20 repatriados da cidade de Wuhan, na China, deixam o Hospital Pulido Valente, em Lisboa, depois de 14 dias de isolamento. A Renascença falou com Luís Estanislau.

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Luís Estanislau em declarações a Isabel Pacheco
Luís Estanislau em declarações a Isabel Pacheco
Ouça aqui a entrevista de Luís Estanislau à jornalista Isabel Pacheco

Luís Estanislau é um dos portugueses em quarentena, num hospital de Lisboa, que vai ter alta este sábado depois de as análises ao coronavírus terem dado negativo. Em declarações à Renascença, o preparador físico do clube chinês Hubei Chufeng Heli revela alívio, alguma ansiedade e já pensa em regressar à China para trabalhar.

Este sábado os 20 repatriados da cidade de Wuhan, na China, o epicentro do coronavírus, deixam o Hospital Pulido Valente, em Lisboa, depois de 14 dias de isolamento.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta sexta-feira que ninguém do grupo está infetado. Luís Estanislau revela a sensação de alívio com os resultados das análises.

“Agora temos a certeza científica de que ninguém está infetado e isso traduz-se na possibilidade de sairmos este sábado. Era a confirmação que precisávamos para podermos sair tranquilos”, afirma o técnico.

Não sabe ainda a que horas deixará o hospital, mas possivelmente será depois do almoço. Apesar dos resultados, diz que nos próximos tempos os cuidados vão manter-se.

“Nunca fomos considerados doentes e não estamos doentes. Possivelmente, não vamos usar as máscaras, mas todos os outros cuidados vamos manter, como desinfetar as mãos e manter aquela distância de segurança. Depois também temos uma série de contactos com profissionais de saúde, desde psicólogos e médicos, com quem podemos entrar em contacto a qualquer hora do dia, caso haja necessidade.”

Nestas declarações à Renascença, Luís Estanislau conta durante o isolamento os dias foram ficando mais longos e demoravam cada vez mais a passar.

“Era tudo mais do mesmo, as idas lá fora e os jogos já não eram novidade, então os dias foram ficando mais longos e cansativos”, relata.

Depois da ansiedade para conhecer os resultados dos exames, Luís Estanislau revela que o grupo está agora ansioso por retomar uma vida normal e voltar a abraçar família e amigos.

“Muitos de nós já não veem a família há algum tempo e estamos ansiosos por voltar para as nossas casas, às nossas famílias e amigos e desfrutar de algum tempo útil e bom com os nossos familiares enquanto a situação não normaliza na China, para depois podermos voltar.”

O treinador de futebol em Wuhan espera regressar à China assim que possível, para retomar o seu projeto desportivo.

“Falo por mim e pelos membros da equipa técnica que trabalham comigo. Temos contrato e a nossa ideia é voltar à China assim que houver condições para o fazer. É uma questão de tempo”, afirma Luís Estanislau.

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