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Santarém

Falsa inspetora da PJ arrecada mais 50 mil euros em burlas com carros

11 fev, 2020 - 11:08 • Carla Caixinha

Mulher de 43 anos foi presa preventivamente.

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Uma mulher, de 43 anos, está presa preventivamente por suspeita de se ter feito passar por inspetora da Polícia Judiciária (PJ) e ter cometido, na zona de Santarém, crimes de burla qualificada que renderam mais de 50 mil euros.

A arguida, residente em Vila Nova de Gaia, foi presente na segunda-feira a primeiro interrogatório judicial, depois de ter sido detida na sequência de mandados de detenção emitidos pelo Ministério Público (MP) num inquérito que corre termos na secção do Cartaxo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santarém, revela um comunicado da Procuradoria da Comarca de Santarém.

Entre 2017 e 2018, a mulher “engendrou um expediente que consistia em fazer-se passar por inspetora da Polícia Judiciária e afirmar conhecer pessoas ligadas a leilões de veículos apreendidos, o que a colocava em posição de adquirir veículos de marcas reputadas a baixo preço”, explica o mesmo texto.

Para credibilizar a encenação, simulava, junto dos ofendidos, telefonemas com supostos agentes policiais, ao mesmo tempo que explicava em detalhe o funcionamento dos leilões nos quais lhe incumbiria o papel de representar pessoas suas conhecidas e outras que estas lhe apresentavam. Graças a este esquema conseguiu que as vítimas, algumas residentes em localidades da área da comarca de Santarém, lhe fossem entregando quantias, nem sempre elevadas, “pela modéstia da condição de vida de algumas das pessoas a quem propunha facilitar o acesso a veículos que nunca existiram”.

Noutra situação, a mulher obteve 600 euros sob o falso pretexto de saber qual era o processo de insolvência no qual uma trabalhadora, namorada do ofendido, pretendia fazer valer os seus direitos, sendo esse dinheiro para entregar a um suposto advogado que trabalhava para a Polícia Judiciária – situação que não era verdade.

Perante os fortes indícios da prática dos aludidos crimes e face à elevada probabilidade de fuga, o Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação prisão preventiva.

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