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​Novo líder promete CDS "sexy" e anuncia propostas para Segurança Social e polícias

26 jan, 2020 - 16:24 • Eunice Lourenço e Paula Caeiro Varela

No discurso de encerramento do congresso de Aveiro, Francisco Rodrigues dos Santos prometeu unir e reconciliar o CDS e declarou guerra à corrupção “e ao "colapso ético e moral”.

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Francisco Rodrigues dos Santos, o novo líder do CDS, quer uma reforma do sistema político e promete combater a corrupção “e o colapso ético e moral” do sistema político.

No seu primeiro discurso como líder eleito, Francisco Rodrigues dos Santos prometeu unir o partido, torná-lo mais “sexy” e avançar com propostas para reformas da Segurança Social, das forças de segurança e do sistema de justiça.

“À direita lidera o CDS, não lidera nenhum outro partido”, anunciou Francisco Rodrigues dos Santos no discurso de encerramento do congresso que decorreu, este fim de semana, em Aveiro.

“Não seremos muleta de ninguém”

O novo líder CDS prometeu começar já a trabalhar para a “casa comum do centro-direita” e o seu regresso ao poder em 2023.

“Não seremos muleta de ninguém”, afirmou num discurso que não chegou a meia hora e em que começou para falar para dentro do partido que chegou a Aveiro com o pior resultado de sempre e divido.

“Este é o momento de o CDS se reconciliar com todo o seu passado”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos que, nesse passado, incluiu Freitas do Amaral e Manuel Monteiro, dois ex-presidentes que saíram do partido. Monteiro chegou mesmo a fundar outro partido – a Nova Democracia -, mas recentemente pediu para voltar à militância no CDS. O novo líder deverá favorecer esse regresso. “Que ninguém deixe de dizer ‘presente’”, disse.

Falando ainda para dentro, agradeceu a Filipe Lobo d’Ávila, que era candidato, e a António Carlos Monteiro, que apoiava João Almeida, por aceitarem ser seus vice-presidentes. Fez questão de se referir a João Almeida, que teve a segunda moção mais votada e que estava no palco como membro do Conselho Nacional, dizendo que conta com ele.

“O CDS precisa de erguer pontes e não levantar muros”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos, acrescentando que a prova de que quer fazer pontes é o facto de ter integrado várias sensibilidades na sua lista. “Todos fazem falta, ninguém está a mais”, acrescentou.

Oposição sem trovoada

“O CDS estará unido numa oposição que não será uma trovoada de críticas nem de protestos”, prosseguiu o novo líder do CDS, com 31 anos, que quer fazer uma oposição com propostas e não meramente “responsiva” e reativa, mas que também “não pede autorização à esquerda para defender os seus valores”.

Francisco Rodrigues dos Santos quer ser “o braço direito de todos os portugueses” e elencou as áreas em que quer dar prioridade na apresentação de propostas. Primeiro, o combate à corrupção e inversão do “colapso ético e moral do sistema político”. Para tal, pretende apresentar uma proposta de novo sistema regulador.

Depois, “um novo contrato de confiança entre gerações”, com uma proposta de reforma do sistema de Segurança Social que se adapte à realidade demográfica do país. O novo líder do CDS já tem defendido um sistema de plafonamento para a Segurança Social.

Quanto à saúde, defende um sistema nacional “universal, moderno e bem preparado”, mas que “não seja baseado no preconceito ideológico”, ou seja que inclua os privados.

No seu discurso, Francisco Rodrigues dos Santos também prometeu uma proposta de “choque fiscal” e fez questão de falar para setores que costumavam ser tradicionais nas preocupações de Paulo Portas: a renovação da “capacidade operacional” das polícias, a revocação e respeito pelas Forças Armadas e o apoio aos ex-combatentes.

Partido “sexy”

Se começou por falar para dentro, Francisco Rodrigues dos Santos também terminou a falar para o CDS que promete tornar mais atrativo e para a direita, ainda que sem nunca se referir a nenhum outro partido.

“Seremos um partido que se tornará sexy”, anunciou, acrescentando que o CDS não se tornará sexy por ter um discurso que acompanhe os temas da esquerda, como tanto acusou Assunção Cristas, mas por adotar estratégias de comunicação que sejam úteis. No seu primeiro discurso neste congresso, Francisco Rodrigues dos Santos disse que o CDS deve dispensar “a mediação da imprensa para fazer passar as suas ideias”.

“Seremos capazes de surpreender o país e reconquistar as nossas bases sociais de apoios”, acredita Rodrigues do Santos, que quer que o CDS seja “a locomotiva” que fará o centro-direita regressar ao poder em 2023. Para isso, trabalhará para um CDS que volte “ao terreno com uma identidade clara” e exista para lá do Parlamento.

“A minha assembleia será o país, o meu escritório as ruas de Portugal”, afirmou o líder que não é deputado e que terá a sua primeira grande prova eleitoral nas eleições autárquicas de 2021, em que quer que o seu partido aumente o número de câmaras. Atualmente preside a seis e o novo líder quer que o CDS “em vez de contar vereadores passe a contar presidentes de câmara”.

[notícia atualizada às 17h25]

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