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Fenprof convoca greve nacional de professores para 31 de janeiro

10 jan, 2020 - 15:44 • Lusa

Além da falta de reforço dos orçamentos das escolas, a Fenprof aponta a forma como o Orçamento do Estado continua a ignorar os professores.

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A Fenprof convocou sexta-feira uma greve nacional de educadores e professores para 31 de janeiro, em reação à proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE 2020), que a federação diz passar ao lado da educação.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) lamenta, em comunicado, que o OE 2020 não reflita um maior investimento no setor da educação, que vai continuar a ter muitos problemas por resolver em 2020.

"Esta área mantém-se financeiramente estagnada, após uma década em que o financiamento público foi reduzido em 12%", lê-se no comunicado.

Além da falta de reforço dos orçamentos das escolas, a Fenprof aponta a forma como o orçamento continua a ignorar os professores, nomeadamente no que respeita à contabilização do tempo de serviço e outros problemas de carreira, o sistema de aposentações, os "abusos e ilegalidades" nos horários de trabalho e a questão dos salários.

"No que respeita aos salários, os professores, tal como os restantes trabalhadores da Administração Pública, repudiam a provocação dos 0,3%, pois esta 'atualização', depois de 10 anos em que o poder de compra se desvalorizou mais de 16%, provocará uma nova desvalorização", afirma.

A par da greve nacional, a Fenprof convocou para o mesmo dia uma manifestação, juntando-se ao protesto da Administração Pública em Lisboa.

Ainda antes, a federação vai realizar um cordão humano em frente da Assembleia da República, em 17 de janeiro, ao mesmo tempo que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, é ouvido no parlamento, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado.

O OE2020 é hoje votado na generalidade e segue para apreciação na especialidade até ao dia 06 de fevereiro.

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  • Professor ludibriado
    10 jan, 2020 5 de Outubro 21:34
    Bem me parecia que a Fenprof e os outros Sindicatos do Regime, iam "reagir violentamente" com um "cordão humano", uma greve de um dia encostado ao fim-de-semana e mais uma marchinha pela Avenida ... Parvo é, quem ainda paga quotas a estes tipos...