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Papa recorda cristãos perseguidos no dia do primeiro mártir

26 dez, 2019 - 12:44

O Natal tem sido, nos últimos anos, um dia crítico em termos de ataques a cristãos. Este ano não houve incidentes significativos, mas ainda é cedo para lançar foguetes.

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O Papa recordou esta quinta-feira os cristãos perseguidos, no dia em que a Igreja assinala o dia de Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão.

Na tradicional oração do Ângelus Francisco evocou a memória de Santo Estêvão e pediu que ele seja uma inspiração para os cristãos atuais.

“A festa do primeiro mártir Estevão leva-nos a recordar todos os mártires de ontem e de hoje - e são tantos! - a sentirmo-nos em comunhão com eles e a pedir-lhes a graça de viver e morrer com o nome de Jesus no coração e nos lábios.”

“Que Maria, Mãe do Redentor, no ajude a viver este tempo do Natal fixando o olhar em Jesus, para ficarmos, cada dia mais semelhantes a Ele”, pediu Francisco.

O dia de Natal tem sido, nos últimos anos, uma época de grande tensão em países em que os cristãos são uma minoria. Em 2011, por exemplo, dezenas de pessoas morreram num ataque à bomba a uma igreja católica no dia de Natal, matando 37 pessoas, no que foi apenas um de vários ataques a igrejas nesse dia, em todo o país.

Em vários estados, do mundo árabe ao sudeste asiático, passando por África, os cristãos vivem as grandes festas num clima de medo. Este ano há registo de um ataque por parte do grupo terrorista Boko Haram contra uma aldeia cristã, que matou sete pessoas, mas não há notícia de atentados em larga escala como tem havido noutros anos e como houve no Sri Lanka na Páscoa deste ano, que matou cerca de 260 pessoas, na vasta maioria cristãs.

Contudo, ainda é cedo para declarar que o Natal correu de forma pacífica, uma vez que há várias comunidades que celebram o nascimento de Cristo mais tarde. Algumas igrejas ortodoxas, por exemplo, assinalam o Natal no dia 7 de janeiro, por seguirem o calendário juliano, que tem um atraso de 13 dias em relação ao calendário gregoriano.

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