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Missa da Noite de Natal. Papa diz que Jesus é o “maior dom da história”

24 dez, 2019 - 21:17 • Redação com Ecclesia

Francisco desafia à gratuidade no fazer o bem, amar a Igreja e servir os outros. "Nós mudamos, a Igreja muda, a história muda, quando começamos a querer mudar, não os outros, mas a nós mesmos, fazendo da nossa vida um dom", sublinhou o Papa.

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Papa: "Nós mudamos, a Igreja muda, a história muda, quando começamos a querer mudar, não os outros, mas a nós mesmos"
Papa: "Nós mudamos, a Igreja muda, a história muda, quando começamos a querer mudar, não os outros, mas a nós mesmos"

O Papa Francisco disse, esta terça-feira, na homilia da Missa da Noite de Natal, que Jesus é o “maior dom da história” e desafiou à gratuidade no fazer o bem, amar a Igreja e servir os outros.

"Enquanto aqui, na terra, tudo parece seguir a lógica do dar para receber, Deus chega de graça. O seu amor ultrapassa qualquer possibilidade de negócio: nada fizemos para o merecer, e nunca poderemos retribuí-lo", disse Francisco, na celebração que decorreu na Basília de São Pedro, no Vaticano..

"Deus não te ama, porque pensas certo e te comportas bem; ama-te… e basta! O seu amor é incondicional, não depende de ti. Podes ter ideias erradas, podes tê-las combinado de todas as cores, mas o Senhor não desiste de te querer bem. Quantas vezes pensamos que Deus é bom, se formos bons; e castiga-nos, se formos maus; mas não é assim! Nos nossos pecados, continua a amar-nos. O seu amor não muda, não é melindroso; é fiel, é paciente."

Noutro passo da homilia, o Papa sublinhou que "nós mudamos, a Igreja muda, a história muda, quando começamos a querer mudar, não os outros, mas a nós mesmos, fazendo da nossa vida um dom".

"Não esperemos que o próximo se torne bom para lhe fazermos bem, que a Igreja seja perfeita para a amarmos, que os outros tenham consideração por nós para os servirmos. Comecemos nós. Isto é acolher o dom da graça. E a santidade consiste precisamente em preservar esta gratuidade", prosseguiu.

"Fixemos o olhar no Menino e deixemo-nos envolver pela sua ternura. As desculpas para não nos deixarmos amar por Ele, desapareceram: aquilo que está torto na vida, aquilo que não funciona na Igreja, aquilo que corre mal no mundo não poderá mais servir-nos de justificação. Passou a segundo plano, pois frente ao amor louco de Jesus, a um amor todo ele mansidão e proximidade, não há desculpas."

A fechar a hoilia, Francisco recordou que Jesus "era muito pobre, não tinha nada para oferecer. E enquanto todos se emulavam na apresentação dos seus dons, ele mantinha-se aparte, com vergonha. A dada altura, São José e Nossa Senhora sentiram dificuldade para receber todos os dons, especialmente Maria que devia segurar nos braços o Menino. Então, vendo com as mãos vazias aquele pastor, pediu-lhe que se aproximasse e colocou-lhe Jesus nas mãos. Ao acolhê-Lo, aquele pastor deu-se conta de ter recebido aquilo que não merecia: ter nas mãos o maior dom da História. Olhou para as suas mãos, aquelas mãos que lhe pareciam sempre vazias: tornaram-se o berço de Deus. Sentiu-se amado e, superando a vergonha, começou a mostrar aos outros Jesus, porque não podia guardar para si o dom dos dons".

Após a procissão de entrada, o Papa beijou a imagem do Menino colocada diante do altar. No final da celebração, Francisco levou a imagem em procissão até ao presépio construído no interior da Basílica de São Pedro, acompanhado por 12 crianças de todo o mundo, da Itália ao Iraque.

No Dia de Natal, o Papa vai dirigir a sua Mensagem de Natal a partir da Varanda da Basílica de São Pedro e conceder a bênção apostólica "Urbi et Orbi".

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