|

 Casos Ativos

 Suspeitos Atuais

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

D. Manuel Clemente

Igreja Católica disponível "para resolver chaga" dos abusos sexuais

22 dez, 2019 - 16:50 • Lusa

Cardeal-patriarca de Lisboa reagia à abolição pelo Papa do segredo pontifício para os casos envolvendo membros do clero.

A+ / A-

O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, afirmou este domingo que a Igreja Católica está disponível "para resolver" a "chaga" dos abusos sexuais, reagindo à abolição pelo Papa do segredo pontifício para os casos envolvendo membros do clero.

"Estamos todos do mesmo lado para resolver também esse problema, que é uma chaga. E, por isso, quer da parte da Igreja, quer da parte de todas as entidades onde possa haver resposta... cá estamos, e nós estamos também", disse aos jornalistas, quando questionado sobre a decisão papal, antes de presidir à missa da 31.ª Festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, na Cantina da Cidade Universitária, em Lisboa.

O Papa Francisco decidiu abolir o segredo pontifício para os casos de abuso sexual por parte de membros do clero num decreto publicado na terça-feira pelo Vaticano, em resposta a uma das reivindicações das vítimas. Com a nova instrução, as queixas, processos e decisões referentes a esses casos não estarão sujeitos ao sigilo pontifício.

As vítimas de abuso sexual pediram insistentemente a abolição da prática da Igreja Católica de impor regras de silêncio e confidencialidade aos casos judiciais do Vaticano relacionados com pedofilia praticada por membros do clero, considerando que os agressores estavam protegidos.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.