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Augusto Santos Silva. Europa tem de envolver os cidadãos na transição energética

20 dez, 2019 - 11:01 • Manuela Pires

Para evitar o crescimento do populismo na Europa tem de se explicar aos trabalhadores que "esta transformação económica pode significar maior produtividade, maiores rendimentos e maiores direitos".

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O ministro dos Negócios Estrangeiros avisa que a Europa não pode fazer as necessárias transições digital, energética e ambiental sem envolver os cidadãos. O alerta foi feito na sessão de abertura do Encontro Anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, que decorre em Cascais.

Augusto Santos Silva reconhece que a agenda da Comissão Europeia, no que toca ao plano para a transição energética, é ambiciosa, mas vai encontrar muitos entraves nos Estados-membros, um deles a Polónia.

O ministro reconhece que as decisões de Bruxelas vão ter consequências para vida dos europeus e por isso avisa que "se não queremos que o populismo cresça na Europa, tem de se explicar aos trabalhadores das fábricas movidas a carvão, explicar aos agricultores e aos criadores de gado que este é um futuro que se pode ganhar". É preciso ainda dizer que "esta transformação económica pode significar maior produtividade, maiores rendimentos e maiores direitos," sublinhou.

Perante uma plateia de quase uma centena de portugueses da diáspora, o governante referiu que "as remessas dos emigrantes são uma das fontes de poupança que o país tem beneficiado" e apresentou o plano que o Governo lançou a semana passada de apoio ao investimento na diáspora. Nesse âmbito, aproveitou para pedir "que estes conselheiros sejam uns belos propagandistas do país", para espalharem este programa pelo mundo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros confidenciou ainda que muitas vezes perguntam se quer o regresso dos emigrantes e a resposta é sempre a mesma: "Quero que António Guterres continue, quero que Carlos Tavares continue para além de 2020, mas quero que o Cristiano Ronaldo regresse. Quero atrair quadros e os portugueses que estão em posições chave, em organizações internacionais, em grandes empresas, nas universidades e centros de investigação devem continuar e quero ainda mais portugueses nessas posições".

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  • Desabafo Assim
    21 dez, 2019 17:24
    Era de supor que a conversa das alterações teria de sair da responsabilidade individual de cada um para a exigência ao outro, na Polónia o carvão não mete nojo, foi-lhe dado e estão gratos por essa dádiva.