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A crise da atualidade não é económica, é espiritual

09 nov, 2019 - 18:29 • Susana Madureira Martins

Dom José Traquina esteve no encerramento da conferência “Com os pobres”, que teve lugar em Lisboa.

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A maior crise da atualidade não é económica, mas espiritual, diz Dom José Traquina, bispo de Santarém e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

O bispo falava esta tarde no encerramento da conferência "Com os pobres", em Lisboa, organizada pela Comissão Nacional Justiça e Paz, e pela Cáritas.

Onde defendeu que há na sociedade uma secura espiritual que contribui para a marginalização dos pobres.

“A maior crise na atualidade, especialmente na Europa, não é a crise económica, é a crise de espiritualidade. A dificuldade de considerar os pobres existe a par de uma secura espiritual.”

“É necessário reconhecer que Francisco de Assis, João Bosco, Vicente de Paulo, Frederico Ozanan, Teresa de Calcutá, Padre Américo, entre outros, tinham consigo aquele fogo do alto que Jesus veio trazer à terra, e por isso os seus corações e as suas vidas são para nós referências do Evangelho vivo, de uma Igreja com alma, disponível, atenta e com prioridades definidas”, conclui o bispo de Santarém.

Dom José Traquina falava no Centro Cultural Franciscano, em Lisboa, no encerramento da conferência "Com os Pobres". O convidado especial deste encontro é o cardeal arcebispo de Barcelona, que acredita que os pobres são esquecidos porque incomodam.

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