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Alzheimer. China aprova medicamento à base de algas

04 nov, 2019 - 12:02 • Redação

É o primeiro novo fármaco que chega ao mercado em 17 anos.

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As autoridades chinesas aprovaram um novo medicamento para tratar o Alzheimer. O fármaco tem na base da sua composição algas e chama-se Oligomannate.

De acordo com a agência do medicamento chinesa, este tratamento é indicado para pessoas com Alzheimer leve ou moderado.

Segundo a notícia da CNN, a aprovação deste fármaco está condicionada, ou seja, apesar de ser posto à venda, vai ser rigorosamente monitorizado durante ensaios clínico adicionais e poderá ser retirado do mercado se levantar quaisquer questões de segurança.

Em setembro, a equipa liderada pelo professor Geng Meiyu que desenvolveu esta nova droga terapêutica revelou que a ideia de fazer testes com algas surgiu após os investigadores terem reparado que as pessoas que as comiam com regularidade apresentavam uma baixa incidência da doença.

Num trabalho publicado no jornal “Cell Research”, o grupo de cientistas revelou que o açucar contido nas algas suprimia uma determinada bactéria, existente na zona digestiva, e que pode causar inflamação no cérebro e degeneração da rede neural.

Este mecanismo foi confirmado durante um ensaio clínico pela Green Valley, uma farmacêutica sediada em Xangai, que vai lançar o novo fármaco no mercado.

Mais de 800 pacientes participaram no estudo com a Oligomannate, que é um derivado da alga castanha. A experiência concluiu que esta substância pode melhorar a função cognitiva dos doentes com Alzheimer no espaço de duas semanas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo existam 47,5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75,6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135,5 milhões. Portugal é o quarto país da OMS com mais casos de demência por cada mil habitantes.

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