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Uber egípcia de autocarros vai abrir em Lisboa

22 out, 2019 - 11:00 • Lusa

Startup de mobilidade vai contratar 150 pessoas para trabalharem num 'tech hub', pois a empresa não vai operar em Portugal.

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"Lisboa tornou-se um ponto de referência para as startups". A startup egípcia de mobilidade SWVL vai contratar 150 pessoas para um centro tecnológico na cidade, até 2020.

"O talento é incrível, a cidade é bastante competitiva e o 'tech' veio, sem dúvida, ajudar na decisão", salientou Nádia Pais, diretora Global de Recursos Humanos da empresa em entrevista escrita à Lusa.

A mesma responsável adiantou que a startup espera "construir uma equipa altamente qualificada e ser uma empresa de referência, quer em Portugal quer na Europa".

Ainda assim, "Lisboa será apenas um 'tech hub' [centro tecnológico}, não vamos operar em Portugal", ressalvou.

Atualmente conta com 600 colaboradores em cinco cidades "e irá contratar mais 100 antes do final do ano graças à abertura em Lisboa e em mais duas cidades", garantiu.

Tecnológica liga passageiros a autocarros privados

A SWVL oferece um sistema de transporte "baseado numa aplicação que permite que os passageiros que se dirigem na mesma direção partilhem rotas fixas de viagens de autocarro", com uma tarifa fixa, sem aumento de preço, de acordo com informação partilhada pela empresa.

Ou seja, a tecnológica liga passageiros a autocarros privados, permitindo a reserva de lugares nos mesmos e o pagamento através da aplicação, segundo a SWVL.

Nádia Pais explicou que a empresa levou a cabo rondas de investimento, no valor de 73 milhões de euros, que foram angariadas através de investidores na região MENA (Médio Oriente e Norte de África) e também na Ásia.

A empresa espera "conseguir mais investimentos em breve, nomeadamente no primeiro trimestre de 2020", referiu Nádia Pais.

A responsável adiantou ainda que a start-up tem como meta "expandir principalmente em África e no sudeste asiático", mercados que, de acordo com Nádia Pais, têm necessidade deste serviço "devido às condições desafiantes dos transportes públicos nestas regiões".


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