O Mundo em Três Dimensões
Números que contam histórias de segunda a sexta-feira (05h40, 17h50 e 21h05).
A+ / A-
Arquivo
O Mundo em Três Dimensões - Caixas multibanco e crédito - 14/10/2019
O Mundo em Três Dimensões - Caixas multibanco e crédito - 14/10/2019

O Mundo em Três Dimensões

Sabia que há menos caixas multibanco?

14 out, 2019 • Marta Grosso , Paulo Teixeira (sonorização)


O número começou a diminuir a partir de 2010, ano em que havia multibancos em Portugal e que mais dinheiro foi levantado.

Em 2010, havia 14.318 caixas multibanco – perto de 135 por cada 100 mil habitantes.

Hoje há 11.692 – o que dá 114 para cada 100 mil habitantes.

Em termos de levantamentos efetuados, foram 418.618 em 2010. Já em 2017, 415.401.

Os dados são da Pordata, segundo a qual entre 2000 e 2010, o número de multibancos disponíveis aumentou. Daí até agora, foi diminuindo, ainda que a um ritmo mais lento.

Segundo a consultora britânica RBR, o número de caixas multibanco deverão continuar a cair. Nos próximos tempos, poderão desaparecer 700.

Os mais pequeninos dizem que estas caixas dão dinheiro e, portanto, os pais não precisam de ter problemas em comprar qualquer brinquedo.

Para os adultos, a fantasia não vem em forma de caixa, mas de cartão. E tem segundo nome: crédito. É tão fácil usar, que por vezes nos esquecemos que o dinheiro não é de borla.

Além de fazer compras, o cartão de crédito tem uma modalidade associada que é basicamente um adiantamento.

O objetivo é ser usado para fazer face a uma despesa urgente. Mas tem custos!

Uns fixos e outros variáveis. O valor fixo médio ronda os quatro euros – a que se juntam 4% ao montante que pediu. E pode ainda haver juros. Tudo depende do banco e da modalidade de pagamento do empréstimo.

Já agora, sabe em que ano houve mais empréstimos bancários? 2007. Mais de 30 milhões. A maioria para crédito à habitação.

No que toca ao crédito ao consumo e outros fins que não casa própria, 2006 foi o ano em que se emprestou mais dinheiro – pouco mais de 11.500 euros.

Depois lá veio a crise, a troika e os números começaram a cair. Em 2012, os bancos emprestaram 1.935 milhões de euros para a compra de casa e – note bem – 5.576 para crédito ao consumo.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.