Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Em queda livre

24 set, 2019 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Os leões ocupam um modesto sétimo lugar, separados por oito pontos do Famalicão, por sete pontos de Benfica e Futebol Clube do Porto.

Sporting e Famalicão fecharam ontem à noite as contas da quinta jornada da Liga, tendo acontecido aquilo que nem sequer estava fora das previsões, tão maus têm sido os resultados e as exibições da equipa leonina, que vai no seu quarto jogo consecutivo sem vencer.

Sabia-se que o facto de os famalicenses ocuparem o comando da classificação não resultava de um mero acaso. Pelo contrário, a equipa nortenha vinha transmitindo uma segura imagem de capacidade que não deixava de constituir um sério aviso para o grupo comandado por Leonel Pontes.

Na primeira parte, os leões foram capazes de produzir uma boa exibição e até de chegar ao intervalo a vencer mercê de um golo soberbo apontado por Vietto. Foi um momento que fez regressar a esperança a Alvalade, mas que não teve continuidade nos 45 minutos finais.

Aí, o Sporting foi dizimado pelo melhor futebol exibido pela equipa contrária que, inclusive, poderia e merecia ter vencido por margem mais dilatada. E o descalabro também se tornou possível por força de alguns lapsos de Leonel Pontes, protagonista de decisões embaraçosas.

Depois de tudo isto, os leões ocupam um modesto sétimo lugar, separados por oito pontos do Famalicão, por sete pontos de Benfica e Futebol Clube do Porto, e tendo como parceiros o Tondela e o Santa Clara, com o saldo negativo de 12 marcados e 17 golos sofridos quando a época apenas deu os primeiros passos.

Em queda livre, o que vai ser necessário para parar este Sporting?

Voltar a mudar de treinador, cortar radicalmente com alguns jogadores, fazer cair os diretores? Com exageros deste tipo não deverá ser provável alterar a situação.

Mas, em boa verdade, algo tem de ser feito e em diversos planos para que a tranquilidade regresse, sem esquecer que, no Sporting, insubstituível é apenas o leão, como proclamam os seus adeptos.

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  • António Tadeu Costa
    24 set, 2019 ALMADA 08:59
    Comentário sensato e adequado. Como antigo (antiquíssimo) atleta do Sporting Clube de Portugal sei que esta instituição é enorme porque na sua base comunga de um saber estar no desporto. Reconheço que as claques se excedem, e não podem, mas são o garante de uma animação dentro do jogo. Este fim-de-semana assisti a bons jogos do Sporting, no Andebol, no Hóquei em Patins, e dias antes no Futsal. Grandes jogadores à Sporting. Quando ao futebol até acredito que aquela rapaziada queira dar o seu melhor, mas quando o Sporting começa a ganhar jogos seguidos lá aparece a pequena peça na engrenagem do Futebol Nacional a fazer pará-la. Não, não é a teoria da conspiração em que o problema é apenas dos outros. Os seus dirigentes são demasiado novos para entender as artimanhas do futebol. A estabilidade acontece internamente e é preciso PARAR a troca de galhardetes sujos na família, porque é mesmo um família, sportinguista. Jogamos sempre num terreno de jogo em plano inclinado, porque só há mercado interno para dois grandes, onde o Sporting não entra nem vai entrar. Acabou essa coisa dos três grandes pois é uma falácia. Está na hora dos comentadores ditos afetos ao Sporting saírem de cena das tv's. O Sporting tem a sua TV e chega. Por último deixem de contratar bem pagos jogadores, os ricos que os comprem (os da Champions). Por mim futebol só em canal aberto o do Sporting e da Seleção. Estamos em queda livre mas a bandeira do Sporting vai ser o nosso para-quedas.