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G3 vai para a "reforma". Conheça a nova arma do Exército

16 set, 2019 - 07:10 • Redação

A G3 cede lugar à SCARL-L, de fabrico belga, para iniciar a modernização das unidades de elite e operacionais do Exército.
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Esta segunda-feira é apresentada a nova arma ligeira do exército que vem substituir a G3 - uma espingarda automática que fica na história também por causa da revolução do 25 de abril, quando cravos decoraram os canos.

Mas a história da G3 ao serviço do Exército português começou muito antes. As primeiras espingardas automáticas deste modelo de origem alemã, saíram da fábrica de Braço de Prata em 1962. Na altura, diretas para os militares portugueses na guerra em África, nomeadamente em Angola e Moçambique.

A discussão em torno da substituição da G3 dura há mais de 30 anos, tendo motivado o lançamento de pelo menos três concursos para o efeito.

Ao longo de 57 anos estiveram em muitos mais sítios. Os militares portugueses usaram-nas também nas missões nos Balcãs, no Afeganistão, em Timor-Leste e, atualmente, estão também ao serviço na República Centro-Africana, onde Portugal mantém tropas no âmbito das Nações Unidas.

G3 dá lugar à SCARL-L

Gradualmente vai ser substituídas pelas espingardas de assalto SCARL-L de fabrico belga. Para já apenas no Exército, onde já está a ser feito o levantamento das armas que vão para abate.

A Marinha e a Força Aérea vão continuar a usar G3.

As novas armas SCARL-L (do calibre usado nos restantes países da NATO) vão ser oficialmente apresentadas esta segunda-feira na Escola das Armas, em Mafra: vai haver uma demonstração de tiro de precisão, uma demostração do emprego da arma em ambiente tático e uma demonstração de ordem unida.

Nova família de armas ligeiras

A renovação passa pela compra de espingardas de assalto, mas também espingardas de atirador especial, metralhadores ligeiras e médias, bem como, lança granadas.

Custos da renovação

O contrato foi assinado no início do ano por 42 milhões de euros.

Para além de 15 mil espingardas automáticas, neste preço estão incluídos dois mil lança-granadas, 550 espingardas de precisão, 1.400 metralhadoras ligeiras e médias e anda novas óticas.

Estas novas armas fazem parte de um pacote mais alargado, que visa modernizar os sistemas de combate, o qual inclui um novo fardamento e equipamentos de proteção e comunicações.

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