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Ensino Superior. Número de colocados aumenta em 2019

08 set, 2019 - 00:01 • Rui Barros

Mais de metade (53, 1%) ficou colocado na primeira opção, um valor, ainda assim, ligeiramente inferior ao do ano passado (54,7%).
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A primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior público, cujo os dados foram divulgados este domingo, colocou 45.500 novos alunos nas universidades e politécnicos portugueses - mais 508 alunos do que o ano passado.

Depois de, em 2018, o número de colocados ter descido pela primeira vez desde 2013, este ano o valor retomou a trajetória de crescimento, não ultrapassando, no entanto, a marca de 2017.

O aumento do número de candidatos, que este ano rondou os 51 mil, fez, no entanto, cair a percentagem de colocações na primeira fase. O ano passado, quase 90% dos que se se candidataram ficaram colocados, ao passo que este ano esse valor ronda os 87%.

No ensino superior público ficaram agora por preencher 6.734 lugares - menos 556 vagas quando comparado com o concurso de 2018.

Número de cursos sem colocados cresce

Dos 1.068 cursos disponíveis nas universidades e politécnicos portugueses, cerca de dois terços não deixaram qualquer vaga por preencher na primeira fase. Foram 702 os cursos sem quaisquer vagas sobrantes, um valor que ultrapassa o registado em 2018, mas que fica aquém do registado em 2017.

No espectro oposto estão os 38 cursos que não registaram nenhuma colocação - são mais cinco. O Instituto Politécnico de Bragança volta a ser, uma vez mais, a instituição de ensino com mais cursos com zero colocados (oito cursos).

Esta instituição repete o título de instituição com maior número de vagas sobrantes, com 1.246 vagas ainda por preencher. Seguem-se o Instituto Politécnico de Viseu (531 vagas) e o Instituto Politécnico de Castelo Branco (426 vagas).

Engenharia Civil continua a ser o curso que menos cativou os estudantes portugueses face às vagas existentes. Sobraram 334 vagas para a segunda fase nas diversas instituições de Ensino Superior.

Mais nas universidades, mas politécnicos crescem

Entre os 45.500 alunos que ficaram colocados, quase 60% vai para uma universidade. Os dados deste ano mostram que 27.280 estudantes optaram pelo ensino universitário e 17.220 pelo ensino politécnico.

A tendência de preferência pelas universidades repete-se, mas a diferença face ao ano passado é mais acentuada no ensino politécnico. Em 2019 foram mais 0.9% os que preferiram as universidades ao passo que 1.5% preferiram os politécnicos.

Menos alunos entraram naquilo que realmente queriam

Num concurso em que o candidato é colocado com base na ordem das seis opções que seleciona - isto é, o candidato só avança para a segunda opção escolhida caso não consiga entrar na primeira - mais de metade (53,1%) entrou na primeira opção.

Este valor é inferior ao do ano passado, quando 54,7% entrou na primeira opção.

Aos 44.500 alunos que souberam que entraram no ensino superior, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior espera que se juntem 802 nas 2ª e 3ª fase do concurso. A estes quase 46 mil novos estudantes juntar-se-ão ainda mais 31 mil através de outras modalidades de acesso, perfazendo um total de quase 77 mil novos estudantes este ano.

O destaque este ano vai para o aumento a rondar os 25% do número de estudantes em formações curtas iniciais, cursos TeSP (Técnico Superior Profissional), no ensino politécnico - serão mais de nove mil estudantes a frequentar este género de formação, um aumento que ronda os 25%.

A segunda fase do concurso decorre de 9 a 20 de setembro, estando disponíveis as vagas que sobraram da primeira fase, aquelas em que, apesar de alguém ter sido colocado nelas, não foram “reclamadas” no momento da matrícula, as resultantes da recolocação de estudantes já colocados, as libertadas na sequência de retificações às colocações da primeira fase ou ainda as vagas adicionais criadas nos termos do regulamento ou que sejam utilizadas no atendimento de reclamações.

Se não entrou na primeira fase ou está a pensar candidatar-se novamente na segunda fase, as vagas que sobram já podem ser consultadas aqui, mas só no dia 18 de setembro é que serão divulgadas as vagas atribuídas na primeira fase que não foram reclamadas, pelo que é possível que o número de vagas disponíveis para a segunda fase aumente.

Podem concorrer aqueles que não conseguiram entrar na primeira fase, quem não se candidatou ainda, os que só reuniram as condições para se candidatar após o fim do prazo da primeira fase, quem não se matriculou na instituição em que foi colocado ou simplesmente quem queira tentar de novo.

Mais gente a voltar a estudar em instituições mais inclusivas

Os dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mostram ainda mudanças na forma como os alunos estão a chegar ao Ensino Superior.

Um dos casos a salientar é o aumento de alunos que pediram para voltar a estudar. Este ano, a tutela registou 3.700 pedidos de antigos estudantes para reingressar nas universidades e politécnicos - mais 682 quando comparamos com o concurso do ano passado.

Aumentaram ainda o número de estudantes colocados através de contingentes especiais. É o caso dos estudantes portadores de deficiência, que viu um crescimento na ordem dos 87% face a 2015, e do contingente para estudantes emigrantes, que mais do que duplicou face ao mesmo ano.

Entre 2015 e 2019 o número de estudantes candidatos que tenham sido emigrantes passou de 167 para 413.


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