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À esquerda ou à direita, PAN diz estar disponível para "dialogar" com todos os partidos

04 set, 2019 - 23:58

André Silva reconhece, no entanto, que na última legislatura foi o PS a revelar “maior abertura” para "dialogar e acolher medidas" do PAN. "Neste momento, temos um PSD que não é social-democrata e que tem tido posições mais conservadoras em determinadas matérias", explicou.
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O porta-voz do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) assumiu esta quarta-feira que "é factual" que o PS demonstrou "uma maior abertura" para dialogar ao longo da legislatura, mas salientou que isso não impede que o partido o faça com outras forças políticas. "É factual que o Partido Socialista, relativamente ao Partido Social-Democrata e ao CDS-PP, demonstrou sempre uma maior abertura em falar, dialogar e acolher medidas do PAN", considerou André Silva, em entrevista à TVI no âmbito das eleições legislativas de 6 de outubro.

O cabeça de lista do partido por Lisboa lembrou que o "PAN tem uma tradição de diálogo com todos os partidos" e, apesar de reconhecer que foi possível "fazer aprovações quer à esquerda, quer à direita", a recetividade diverge em função do partido com o qual as conversas são tidas.

"Não é indiferente na medida em que, neste momento, temos um PSD que não é social-democrata e que tem tido posições mais conservadoras em determinadas matérias e bastante mais fechado", explicou, salientando, por isso, que "tem-se revelado muito mais difícil falar e dialogar" com os sociais-democratas do que com o partido liderado por António Costa.

No entanto, a aproximação ao PS durante a última legislatura não significa que "o PAN não dialogue com outros partidos, seja com o CDS-PP, seja com o PCP".

André Silva vincou ainda que entre conversas com os partidos com assento parlamentar e acordos há uma grande distância: "Daí a chegar a entendimentos são [coisas] completamente diferentes".

Questionado ainda sobre se o Pessoas-Animais-Natureza vai apoiar uma eventual recandidatura do Presidente da República, o deputado único do PAN declarou que "ainda é cedo para responder a essa questão" e assinalou "nunca" ter pensado no assunto. "Não sabemos se vamos ter candidato próprio ou não, mas queria reiterar a minha admiração pelo Presidente da República, que tem sido bastante construtivo e não tem contribuído, como o seu antecessor, para a crispação política", rematou, admitindo, contudo, não ter votado em Marcelo Rebelo de Sousa na eleição presidencial de 2016.


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