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Greve dos motoristas. Todos os trabalhadores estão a cumprir serviços mínimos

17 ago, 2019 - 12:40 • Marta Grosso

Ministro do Ambiente sublinha sucesso de plano delineado para esta greve e que não existia no país. “Temos hoje uma rede muito capaz que permite dar aos portugueses as respostas de que necessitam”, afirma.

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Neste sexto dia de greve dos motoristas de matérias perigosas, o Governo faz um balanço positivo da resposta definida com o objetivo de permitir que portugueses e serviços essenciais tenham combustível para as suas atividades.

No habitual balanço diário, o ministro do Ambiente afirmou neste sábado que todos os motoristas estão hoje a cumprir a requisição civil e os serviços mínimos até foram ultrapassados.

Até à hora da conferência de imprensa, foi realizada "uma média de 85% das cargas" planeadas para o todo o dia, o que representa um crescimento em relação a sexta-feira, afirmou Matos Fernandes na delegação da Agência Portuguesa do Ambiente no Porto.

Na requisição civil, houve uma "melhoria muito expressiva" no cumprimento. "Ontem houve 12 falhas, hoje não houve nenhuma", exemplificou.

Quanto à intervenção das Forças Armadas, “fizeram durante a noite e início da manhã 10 serviços de transporte: três para aeroporto de Lisboa e sete para os postos REPA” (Rede de Emergência de Postos de Abastecimento).

Face a estes números, o ministro considera existir estabilidade no país e avança a possibilidade de o número de postos REPA em modo exclusivo possa voltar a ser reduzido.

“Ontem reduzimos para 26 postos. Vem aí um domingo, em que normalmente há menos abastecimentos, e por isso na segunda faremos uma reavaliação. A manterem-se estáveis os indicadores, na próxima segunda feira os ainda 26 postos da rede exclusiva da REPA serão reduzidos”, afirmou.

Matos Fernandes aproveitou para deixar palavras de agradecimento aos funcionários e proprietários dos postos REPA exclusivos, que foram obrigados a alterações na sua organização e a alargar horário de trabalho.

Estes postos “têm uma limitação maior na venda” e os funcionários “viram estendidos, no caso da REPA exclusiva, o seu horário de trabalho e estão a fazê-lo de forma excecionalmente diligente”, reconheceu.

Expectativas superadas

Foram ultrapassadas as expectativas do Governo face ao plano de resposta delineado e a um sexto dia de greve de motoristas de matérias perigosas.

“Do lado da tutela da Energia, construímos um plano muito robusto e que não existia no nosso país”, sublinhou aos jornalistas.

“Temos hoje uma rede muito capaz, que permite dar aos portugueses as respostas que necessitam”, afirmou, para depois enunciar:

“Foram definidos quais os sete postos a partir dos quais se faz a distribuição de combustível em Portugal;

Foi combinado qual o número de parques, muito mais reduzido do que o número de parques que existe de camiões no país, onde se devem concentrar esses camiões para com muito mais facilidade proceder ao carregamento;

Foi definida a REPA e a REPA exclusiva, sendo que nunca é uma definição estática”, porque “percebendo que havia muito mais portugueses no Algarve e mesmo pessoas de fora, a rede REPA foi muito reforçada no Algarve – o normal era haver nove postos, decidimos que haveria 21;

Definimos também a existência dos postos REPA juntos dos locais onde existem colheitas e percebendo que estamos em agosto, período de risco de incêndio, pelo que também no interior foi robustecida essa mesma rede.

E foram definidos todos os itinerários necessários para abastecer qualquer posto a partir dos 700 de distribuição”.

Reconhecendo que as forças de segurança e armadas não estão habituadas a fazer cargas e descargas deste tipo, Matos Fernandes adianta que, “no início de cada percurso, recebem um itinerário claro com aquilo que vão fazer”.

“Foi dada formação a estes elementos, mais de 500, mas foi também garantido que nos sete postos de carga e nos três mil de descarga, estão responsáveis para fazer essas mesmas cargas e descargas. Ou seja, a existir, foram absolutamente pontuais as operações de carga e descarga feitas pelas forças de segurança e armadas”, assegurou o ministro.

João Pedro Matos Fernandes diz, por isso, que “é com grande satisfação – ainda que com preocupação” – que verifica não ter existido até agora “qualquer caso de uma ambulância ou carro de bombeiros sem combustível”.

Quanto à falta de acordo entre as partes, o ministro do Ambiente sublinha que o Governo se mantém disponível para negocial – “e o serão de ontem é prova disso mesmo” – e a “expectativa é que o acordo seja celebrado rapidamente, para que a greve possa acabar”.

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  • António dos Santos
    17 ago, 2019 Coimbra 13:22
    O Governo tem que estar, atento ao roubo aos portugueses, dos sócios da Antram. Pois a maioria do que pagam, foge ao fisco. É urgente o Governo acabar com esta situação, que lesa o país e os próprios motoristas.