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Greve dos motoristas. CCP abre a porta a "requisição civil, se tal se justificar”

06 ago, 2019 - 23:10 • Redação

Em declarações à Renascença, João Vieira Lopes considera que a paralisação "é completamente desproporcional em termos dos efeitos que vai ter" em todo o país.

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A greve dos motoristas de matérias perigosas e mercadorias “é completamente desproporcional” e o Governo não pode descartar a possibilidade de decretar a requisição civil, defende o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes.

Em declarações à Renascença, João Vieira Lopes alerta para o grande impacto que a paralisação, que começa a 12 de agosto por tempo indeterminado.

“Independentemente da validade das reivindicações, uma greve deste tipo é completamente desproporcional em termos dos efeitos que vai ter em relação às entidades patronais com as quais o sindicato tem as exigências – injustas em nossa opinião – e em relação ao país em geral.”

A CPP tem uma “posição altamente negativa” em relação a esta paralisação, enaltece o “esforço de mediação” do Governo, mas há uma altura em que é preciso fazer controlo de danos.

“Achamos positivo o esforço do Governo de tentar encontrar algumas soluções de mediação. Se não for possível, achamos que o Governo tem que usar todos os serviços legais, quer em termos de serviços mínimos, de arbitragem, quer inclusivamente em termos de requisição civil, se tal se justificar”, defende João Vieira Lopes.

O presidente da CCP considera que a greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias é “um pouco esquisita”.

“Houve um acordo para 2020, entre a Antram e os sindicatos, mas exigências neste momento de aumentos para 2021 e 2022 não têm qualquer sentido. Não há nenhuma empresa séria que possa comprometer-se sem saber a evolução previsível da inflação, da evolução da economia”, sublinha João Vieira Lopes.

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) alerta para o risco de o país começar a ser confrontado sistematicamente com greves de várias categorias profissionais e manifesta-se indisponível para "multiplicar" negociações e acordos.

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  • Atrás do prejuízo
    07 ago, 2019 Lisboa 10:09
    O que foi "desproporcional" foi a aposta excessiva na Rodovia, e o abandono da Ferrovia. O que foi "desproporcional" foi a desatenção em termos de construção de oleodutos de reabastecimento que liguem Portos, Aeroportos, Principais estruturas industriais que desse modo dispensavam o transporte de combustíveis em camiões. O que foi "desproporcional" foi o abandono da infraestrutura de abastecimento de carros eléctricos, a retirada de alguns incentivos à aquisição e a pouca atenção dispensada a veículos eléctricos só porque não rendem impostos. Andarem agora a falar em alterar a Lei da Greve, e a tentar criar vagas de fundo para virar a população contra uma classe a quem foram as decisões politicas erradas que deram esse poder, é esconder que deram calinada nas decisões tomadas e Agora, andam "oh Tio, Oh Tio" a correr atrás do prejuízo.