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Combate à seca. Agricultores com acesso facilitado à água de Alqueva

31 jul, 2019 - 11:58 • Rosário Silva

O apoio chega numa altura em que o Alqueva está a crescer para regar mais 50 mil hectares no Alentejo e foram garantidos reforços aos sistemas confinantes de Odivelas, do Roxo, da Campilhas/Alto Sado, do Vale do Gaio e da Vigia.

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A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) vai auxiliar os agricultores no combate à seca climatérica, que está a afetar “a área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA)".

A empresa que gere o EFMA vai facilitar “o acesso à água nas suas infraestruturas e reservatórios para fins de abeberamento de gado” e, acrescenta uma nota chegada à Renascença, “sempre que tecnicamente possível, para rega de emergência de culturas.”

Seja para abeberamento de gado ou para rega de emergência, para se inscreverem, os agricultores podem, agora, dirigir-se à sede da EDIA, em Beja, ou às delegações dos diferentes perímetros de rega.

Segundo a empresa que gere o Alqueva, foram facilitados “os procedimentos administrativos para assegurar a flexibilização e facilitação de pontos de acesso à água para rega, a título precário, através de reservatórios, albufeiras do sistema primário e hidrantes periféricos da rede primária e secundária de rega.”

Depois de analisada toda a informação disponibilizada, a EDIA vai estudar qual o ponto da rede e as condições em que os volumes requeridos poderão ser concedidos, sendo que o preço da água destinada à rega será “fixado de acordo com o disposto no Despacho n.º 3025/2017, de 11 de abril que poderá ser consultado no site da EDIA.”

Recentemente, a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) reclamava “medidas de apoio de modo a mitigar os prejuízos causados” pela falta de chuva na região, alertando para o “impacto negativo no desenvolvimento das pastagens” para o gado, e para “um aumento significativo nos custos de produção das explorações pecuárias”.

No que toca ao regadio, a FAABA indicava, também, que o continuado período de seca extrema fez aumentar as despesas relacionadas com o consumo de água e de energia. “Esta situação, além de comprometer a qualidade e a quantidade da produção, já reduziu drasticamente as margens brutas das várias culturas”, admitia a federação que representa dos agricultores do baixo Alentejo.

Quanto ao apoio agora disponibilizado, chega numa altura em que está em curso a segunda fase de infraestruturação do projeto Alqueva, com o reforço da capacidade de bombagem e o alargamento da sua rede para chegar a mais 50 mil hectares em redor da área já servida, num investimento que ronda os 240 milhões de euros e que se insere no Plano Nacional de Regadios.

Segundo o presidente da EDIA, José Pedro Salema, na campanha de rega de 2019 estão a ser regados “cerca de 95 mil hectares em todas as áreas expostas diretamente pela EDIA” e foram garantidos “reforços significativos aos sistemas confinantes de Odivelas, do Roxo, da Campilhas/Alto Sado, do Vale do Gaio e da Vigia.”

No final de junho, a situação de seca meteorológica mantinha-se, de acordo com o ultimo Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, tendo-se verificado um "ligeiro aumento" da área em seca extrema na região sul. O mesmo documento, refere que 33,9% do território continental encontra-se em seca extrema ou severa, 22,7% em seca moderada e 40,9% em seca fraca.

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