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Reino Unido

Boris Johnson já é primeiro-ministro. "Vamos renegociar um novo acordo de Brexit"

24 jul, 2019 - 15:56 • Redação com Lusa

À saída de uma breve audiência com Isabel II no palácio de Buckingham, Johnson prometeu negociar um "novo e melhorado acordo de Brexit". UE já sublinhou que não está disponível para renegociações.
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Boris Johnson bloqueado por ambientalistas a caminho do Palácio de Buckingham
O carro de Johnson foi bloqueado por ambientalistas a caminho de Buckingham. Vídeo: Joana Gonçalves/RR

O líder do partido Conservador, Boris Johnson, foi esta quarta-feira indigitado primeiro-ministro britânico pela Rainha Isabel II, na sequência da demissão formal de Theresa May devido à dificuldade em implementar o Brexit.

Boris Johnson, o 14.º primeiro-ministro do reinado de Isabel II, foi empossado numa breve audiência no palácio de Buckingham, após a qual foi conduzido para a residência oficial, em Downing Street, onde fará uma declaração antes de começar a formar o Governo.

À saída, o novo chefe de Governo prometeu provar aqueles que duvidam dele que é possível negociar "um novo e melhorado acordo de Brexit", uma possibilidade que continua a ser afastada pela União Europeia e já rejeitada pela nova presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.

Boris na fachada de Buckingham. "Sua Majestade, o seu novo primeiro-ministro é um mentiroso"
Projeção na fachada de Buckingham acusa Boris Johnson de ser "mentiroso". Vídeo: Joana Bourgard/RR

No mesmo discurso, Boris Johnson prometeu ainda que o Reino Unido abandonará o bloco europeu até 31 de outubro, o atual prazo de saída, "sem mas nem porquês", deixando nas entrelinhas o reforço de uma promessa que tem marcado o seu discurso: a de retirar o país da UE com ou sem um acordo.

A chegada ao palácio foi perturbada por manifestantes contra as alterações climáticas, que se atravessaram na estrada para tentar impedir a passagem do carro, e no exterior do palácio estavam ativistas em defesa de um novo referendo ao Brexit, mas a polícia conseguiu evitar distúrbios.

Sucessora de David Cameron, que se demitiu após o referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) em 2016, Theresa May esteve em funções durante três anos, mas em maio anunciou a decisão de renunciar devido à dificuldade em completar o processo do 'Brexit'.

Hoje, no último debate semanal com os deputados, recebeu sobretudo elogios de deputados de ambos os lados da Câmara dos Comuns, que louvaram o seu sentido de dever, dedicação ao serviço público, integridade e resiliência, e recebeu uma ovação no final, incluindo de alguns deputados da oposição.

À saída de Downing Street, May vincou que "a prioridade imediata é completar a saída da União Europeia de uma forma que funcione para todo o Reino Unido" e acrescentou que, implementado com sucesso, o 'Brexit' pode significar "um novo começo" para o país, "uma renovação nacional" que pode fazer ultrapassar "o tempo atual para o brilhante futuro o povo britânico merece".

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