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Há 600 mil pessoas sem médico de família

Em dois anos, falta de médicos em Lisboa "deixará de ser um problema"

04 jul, 2019 - 18:54 • Redação com Lusa

A garantia é do presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco. "As coisas só não correm mais depressa porque estamos com um conjunto de médicos a reformar-se", explicou.

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O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) disse esta quinta-feira que, dentro de dois anos, a falta de médicos que afeta cerca de 600 mil cidadãos "deixará de ser um problema" na região. "Em Lisboa e Vale do Tejo é conhecido que temos 600 mil pessoas sem médico de família, o que quer dizer que temos 3,1 milhões de pessoas que têm médico. Vendo as coisas pelo lado positivo, estamos a trabalhar para que dentro de pouco tempo toda a gente tenha médico de família", disse Luís Pisco, em Abrantes.

O responsável falava no âmbito de uma visita ao trabalho desenvolvido em termos de saúde naquele município do distrito de Santarém, e que conseguiu baixar, em poucos anos, uma taxa de 40% de utentes sem médico de família atribuído.

Os números e a realidade de Abrantes já eram conhecidos e foram hoje confirmados no terreno por parte do presidente do Conselho Diretivo da ARS-LVT que, questionado sobre se seria possível perspetivar uma data para a resolução da falta de médicos, disse que, "no espaço de dois anos", a questão estará resolvida. "As coisas só não correm mais depressa porque estamos com um conjunto de médicos a reformar-se, que é bastante grande, e eu diria que, no espaço de dois anos, deixará de ser um problema e sairá das notícias", afirmou.

Depois de uma visita a várias unidades de saúde, ente elas a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), o hospital de Abrantes e duas Unidades de Saúde Familiar (USF), aquele responsável destacou a "aposta no futuro" que está a ser desenvolvida ao nível do agrupamentos de centros de saúde (ACES) Médio Tejo e também pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que abarca as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, que é o "cuidar das pessoas em casa". Cuidar das pessoas em casa, afirmou, "é mais seguro, é mais confortável e é mais barato", tendo destacado que "o hospital de dia, os serviços de cuidados na comunidade e a hospitalização domiciliária" são projetos "muito meritórios".

A visita decorreu no âmbito de uma "política de proximidade" assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), designada por "Agenda para a Saúde", tendo o município investido nos últimos anos na construção de duas USF, no programa de incentivos à fixação de médicos, em aquisição de viaturas, entre outros.

No final de maio, autarquia aprovou assumir a transferência de competências neste domínio, sendo uma das primeiras a aceitar as competências da saúde na região.

Manuel Valamatos destacou o "trabalho enorme" desenvolvido entre o município e os vários agentes, instituições e profissionais de saúde ao longo dos últimos anos, e que permitiu ter hoje "quase toda a população abrangida" por cuidados de saúde de proximidade.

No final da visita, a autarquia procedeu à entrega de um veículo ligeiro de passageiros para utilização exclusiva da USF Beira Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, um investimento municipal de cerca de 20 mil euros, e que se destina às visitas domiciliárias e para ações de promoção de saúde junto de grupos vulneráveis e de risco.

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  • Cidadao
    03 jan, 2020 Lisboa 20:11
    Outro propagandista. Deixe-se disso homem que já ninguém acredita, a não ser que veja. Dentro de 2 anos, o que vai haver é uma tentativa do PS de forçar Eleições Legislativas antecipadas, a ver se tem a Maioria Absoluta que agora lhe escapou por pouco.