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Marcelo diz que foi "sensato" não incluir pergunta sobre origem étnico-racial no Censos 2021

18 jun, 2019 - 19:09 • Redação com Lusa

O presidente do Instituto Nacional de Estatística justificou a decisão afirmando que se trata de uma "questão complexa, que exige mais recolha de informação", e defendeu que um recenseamento da população não é o meio mais apropriado para esse efeito.
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O Presidente da República considerou esta terça-feira que foi uma decisão sensata não incluir no Censos 2021 uma pergunta sobre a origem étnico-racial dos cidadãos, face ao debate gerado, embora a ideia fosse boa. "Acho que foi uma decisão sensata do Instituto Nacional de Estatística, porque se gerou um debate que não fazia sentido", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta à comunicação social, no Terreiro do Paço, em Lisboa.

Segundo o chefe de Estado, que falava no final de um passeio de elétrico com o seu homólogo austríaco, Alexander Van der Bellen, "a ideia era uma boa ideia, era a ideia de conhecer a realidade portuguesa". "Mas, criado o debate, penso que foi uma decisão boa a de esvaziar esse debate", reiterou o Presidente da República.

O INE anunciou hoje que não vai incluir no Censos 2021 uma pergunta sobre a origem étnico-racial dos cidadãos. Em conferência de imprensa, o presidente do INE, Francisco Lima, justificou a decisão afirmando que se trata de uma "questão complexa, que exige mais recolha de informação", e defendeu que um recenseamento da população não é o meio mais apropriado para esse efeito.

O INE irá realizar um inquérito específico dedicado a esta temática, adiantou.

Francisco Lima referiu que a maioria dos membros do grupo de trabalho criado pelo Governo para avaliar esta matéria votou pela inclusão de uma pergunta sobre a origem étnico-racial no Censos 2021, mas que o Conselho Superior de Estatística recomendou a não inclusão da pergunta, posição com a qual o INE concordou.


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