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Negócios do outro lado do mundo em Portugal

14 mai, 2019 - 19:12 • Redação

A 3ª edição da LAÇOS-Feira de Empreendedorismo, recebe imigrantes e refugiados na tentativa de divulgar negócios criados por estes cidadãos estrangeiros. A iniciativa decorre esta quarta-feira, dia 15 de maio, no Centro de Formação Profissional do Porto.

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"Um mundo dentro de portas". É assim que Carla Rodrigues define a 3ª edição da LAÇOS-Feira de Empreendedorismo. Imigrantes e refugiados, vindos do Iraque, Irão, Síria e Paquistão, procuram apresentar o seu negócio com o objetivo de divulgar e testar o produto em terras portuguesas. A inicitiva decorre esta quarta-feira, dia 15 de maio, no Centro de Formação Profissional do Porto.

Fundada pela organização do Programa Operacional Capital Humano (POCH) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em parceria com a Associação ao Servido da Vida (SEIVA), a feira de empreendedorismo conta com participação de formandos e ex-formandos dos cursos de Educação e Formação de Adultos, que “ou já criaram um negócio implementado e aberto em Portugal ou participantes das ações que ainda estão a decorrer”.

A mostra de negócios procura apoiar a integração de imigrantes e refugiados em Portugal. Todos os participantes do projeto são oriundos de países terceiros, isto é, não europeus. Brasil, Colômbia, Venezuela, Índia, Marrocos e Ucrânia, são alguns dos países que vão marcar presença na iniciativa, que este ano soma entre 18 a 19 empreendedores, maioritariamente com amostras gastronómicas ou de artesanato.

"Temos alguns portugueses, mas são essencialmente nacionais de países terceiros que frequentam as nossas formações", afirma Carla Rodrigues à Renascença

Durante a manhã, vão ser entregues os certificados de português disponibilizados pelo programa Português para Todos (PPT). Além disso, os participantes vão poder receber ajuda no processo de reconhecimento, valorização e certificação de competências.

"Os estrangeiros que, por vários motivos, têm dificuldade em reconhecer as suas habilitações, nomeadamente o secundário. Porque a maior parte deles até têm mais, mas não conseguem reconhecer aqui em Portugal", esclarece Carla Rodrigues.

A feira decorre das 9h00 às 17h00 e a entrada é livre.

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