Tempo
|
A+ / A-

Líder do PCP defende aumento do salário mínimo para os 850 euros

01 mai, 2019 - 19:22 • Lusa

Jerónimo de Sousa participou na manifestação da CGTP deste 1.º de Maio e faz eco da principal reivindicação de Arménio Carlos.

A+ / A-

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu esta quarta-feira o aumento do salário mínimo para os 850 euros, argumentando que quando os trabalhadores ganham mais, a economia é que beneficia.

Esta posição foi assumida pelo líder comunista em Lisboa, no desfile promovido pela CGTP que assinala o Dia do Trabalhador, momentos antes de o secretário-geral da central sindical, Arménio Carlos, ter defendido o mesmo no discurso que encerrou a manifestação.

Aos jornalistas, Jerónimo de Sousa justificou a sua presença na Avenida Almirante Reis como sendo uma "posição solidária, naturalmente, com a luta dos trabalhadores, mas particularmente em torno desta grande reivindicação da CGTP – Intersindical Nacional da necessidade do aumento geral dos salários, designadamente do salário mínimo nacional para 850 euros, a necessidade de repor aquilo que é devido aos trabalhadores de diversos setores, e procurar corresponder aquela avaliação que fizemos nesta nova fase da vida política nacional".

Na opinião do comunista, "quando houve aumento dos salários e o seu descongelamento, quem beneficiou foi a economia, foi o emprego, foram os pequenos e médios empresários que viram assim também, com o aumento do mercado interno, possibilidades reais de terem trabalho e de poderem criar também mais emprego".

"Isto, do nosso ponto de vista, é o grande objetivo. Portugal não pode continuar a viver com os trabalhadores empobrecidos, com salários tão baixos, ainda por cima com tanto vínculo precário", considerou o líder comunista, acrescentando que é este "o objetivo central, primeiro, principal, da necessidade de aumentar todos os salários e, particularmente, o salário mínimo nacional".

Na ocasião, o líder do PCP foi também questionado sobre as palavras do ministro das Finanças, que esteve na terça-feira na Assembleia da República para explicar os números certos do custo da contagem do tempo de serviço congelado aos professores.

Mário Centeno disse que contar todo o tempo de serviço dos professores representaria "o maior aumento de despesa desta legislatura", e iria abrir "uma caixa de Pandora" sobre a recuperação do passado nas carreiras.

Na ótica de Jerónimo de Sousa, "o senhor ministro partiu de uma premissa errada", alegando nunca ter ouvido nenhum professor pedir "tudo e para já".

"O que querem, naturalmente, é a reposição daquilo que lhes é devido num processo de faseamento", apontou, defendendo que "vir agitar com centenas de milhões de euros como se fosse para hoje, é de facto uma mistificação".

Assim, o secretário-geral do PCP vincou que, "aquilo que é preciso, é o Governo mostrar disponibilidade para conseguir negociar".

"É preciso fundamentalmente essa reposição, que é devida e que ninguém nega, um processo negociado, com uma grande disponibilidade, mas não se crie essa mistificação de que esses setores, designadamente os professores, querem tudo de uma vez só", sublinhou.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.