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Jacinto Lucas Pires-Henrique Raposo
Um escritor, dramaturgo e cineasta e um “proletário do teclado” e cronista. Discordam profundamente na maior parte dos temas.
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Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo - Atentados no Sri Lanka e eleições na Ucrânia - 22/04/2019
Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo - Atentados no Sri Lanka e eleições na Ucrânia - 22/04/2019

H. Raposo

"Os cristãos são a religião perseguida em todo o arco muçulmano"

22 abr, 2019


Os violentos atentados de domingo no Sri Lanka e o resultado das eleições na Ucrânia são os temas em análise por Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo.

Na opinião de Henrique Raposo, existe “um padrão preocupante” no mundo: “os cristãos são a religião perseguida em todo o arco muçulmano”.

Jacinto Lucas Pires considera que não se deve isolar uma religião nem relacionar a atentados com a religião, mas Henrique Raposo chama atenção que existe “um alvo concreto e há do outro lado quem ameaça e quem mata”.

“É perigoso fechar os olhos a isso´”, remata.

No Domingo de Páscoa, oito explosões abalaram o Sri Lanka, sobretudo a capital Colombo, matando quase 300 pessoas, entre as quais um português que se encontrava em lua-de-mel.

Entretanto, na Ucrânia, os ucranianos elegeram um ator e comediante para a Presidência do país. Volodimyr Zelenski tornou-se conhecido numa série de televisão humorística em que fazia o papel de um Presidente acidental empenhado em combater a corrupção.

Na opinião de Jacinto Lucas Pires, esta é uma variante dos populismos a que temos assistido, mas sem ser anti-imigração ou anti-minorias. E compara o percurso de Zelenski com o do próprio Marcelo Rebelo de Sousa, com as devidas ressalvas.

No seu entender, “a mediatização da política está a mudar os canais através dos quais as pessoas chegam à política ou cargos públicos”.

Henrique Raposo considera que esta eleição resulta de um de dois fatores: de “fake news” provenientes da Rússia ou da expressão de “um povo saturado de guerra, pobreza e corrupção e que votou num escape”.

Comentários
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  • felicio
    22 abr, 2019 Faro 12:54
    Os estados muçulmanos são politico religiosos,os cristãos com a extinção dos cruzados ficaram desprotegidos.As escolhas por não políticos no MUNDO OCIDENTAL demonstra a falta de credibilidade e confiabilidade dos mesmos e mais do mesmo não é escolha.As democracias fechadas ao vulgar cidadão e o ataque q fazem aos civis provoca revolta eleitoral.Em Portugal com tanta agressividade fiscal e intrusão na vida individual poderá levar a voto de protesto e varrimento dos partidos do hemiciclo,será uma questão de tempo.Há só uma vida e os eleitores serão menos fiáveis aos partidos e mais reativos.