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Urgência da Maternidade Alfredo da Costa fechada por falta de anestesistas

24 dez, 2018 - 10:08

Grávidas estão a ser desviadas para outros hospitais. A MAC só admite abrir vagas em casos de urgências com bebés muito prematuros.

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A urgência da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, encontra-se encerrada nesta véspera de Natal, por falta de anestesistas.

O Centro de Orientação de Doentes Urgentes já foi informado para desviar todas as utentes para outros hospitais.

A MAC tem apenas um anestesista escalado tanto para dia 24 como para 25 e, por isso, não recebe grávidas este Natal, conforme foi explicado à Renascença por Maria José Alves, responsável materno-fetal da maior maternidade do país: “Está escalado só um anestesista. É um bom anestesista, experiente, mas que não se pode dividir. Por isso, não podemos arriscar, em termos de segurança."

“Já estão internadas muitas grávidas, e que são muitas vezes situações com patologias mais graves, e temos de continuar a tomar conta delas. É para isso que cá está o anestesista”, explica ainda Maria José Alves.

“Para amanhã está previsto também só um, e se continuar assim ficará tudo igual”, conclui.

Esta não é a primeira vez que a urgência da MAC fecha, ou pelo menos ameaça fechar, por falta de anestesistas. Ainda este mês uma situação idêntica foi evitada em cima da hora.

Maria José Alves admite apenas uma exceção. No caso de aparecer um grande prematuro, a Maternidade Alfredo da Costa terá de abrir vaga porque dispõe do maior serviço de neonatalogia.

Contactada pela Renascença, contudo, a administradora do Centro Hospitalar Lisboa Central, de que faz parte a MAC, diz que é importante passar uma mensagem de tranquilidade a todas as grávidas.

Ana Escoval sublinha que a rede de Obstetrícia funciona muito bem na cidade de Lisboa e acrescenta que a direção de anestesiologia está a tentar encontrar uma solução para o problema, embora reconheça que não é fácil uma vez que há poucos profissionais e que essa carência é ainda mais notória no Natal e em períodos de férias.

[Notícia atualizada às 10h38 com a reação da administração do Centro Hospitalar Lisboa Central]

Comentários
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  • Filipe
    24 dez, 2018 évora 13:05
    Agora habituaram-se a receber euros por baixo da mesa sem pagamento de impostos e contribuições obrigatórias , que está em Portugal montada uma espécie de contrato trabalho verbal , onde afinal de contas o grevista até recebe mais do que trabalho legal por dia e só causa prejuízo na entidade legal a terceiros . O grevista fica assim beneficiado e não lhe é causado nenhum prejuízo monetário até pode ir fazer horas extras nos hospitais privados nesse dia , ganha duas vezes por dia . Uma vergonha o Governo não se dar conta deste trabalho e devia meter na prisão identificando os pagadores desse salário que afinal de contas , é um pagamento para causar danos aos doentes . Os enfermeiros e enfermeiras e quem adere a este esquema , pertence a um grupo terrorista Mercenário com um objetivo , matar pessoas a troco de renumeração ilícita .